Washington (EUA) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem encontro marcado às 14h (15h em Brasília) desta quinta-feira, 16 de outubro, com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Na pauta está a tarifa de 50% imposta pelo governo Donald Trump a uma série de produtos brasileiros, além de sanções adotadas contra autoridades do país.
Agenda acertada após conversa telefônica
A reunião foi acertada na semana passada durante telefonema entre os dois chanceleres e confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (15). O Palácio do Planalto avalia que falar diretamente com Rubio, figura considerada de linha-dura e próxima de Trump, pode acelerar uma solução para o impasse comercial.
Rubio: trajetória de linha-dura
Primeiro latino-americano a chefiar o Departamento de Estado, Rubio nasceu em 1971, em Miami, filho de imigrantes cubanos. Após passagem pela Câmara da Flórida, foi eleito senador em 2010 e ganhou projeção na política externa. Durante as primárias republicanas de 2016, travou embates públicos com Trump, mas, após a eleição, tornou-se aliado do ex-presidente e foi escolhido para o cargo de secretário em novembro de 2024.
No posto, Rubio liderou a aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e revogou vistos de autoridades brasileiras, medidas justificadas por ele como resposta à “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Também criticou Lula por aproximações com China e Venezuela e classificou o bloqueio temporário do X (antigo Twitter) no Brasil, em 2024, como ameaça à liberdade de expressão.
Pontos sensíveis para o Brasil
Além do tarifaço, o chanceler brasileiro deve contestar a inclusão de autoridades nacionais em listas de sanções e defender a autonomia do país em suas relações com Pequim e Caracas. Nos bastidores, diplomatas brasileiros consideram a escolha de Rubio “delicada”, mas veem vantagem em negociar com alguém que fala em nome direto de Trump.
Postura rígida em outros temas
Rubio costuma adotar tom duro contra Cuba, Venezuela e principalmente China, a quem chama de “maior adversário” dos EUA. A respeito da guerra entre Rússia e Ucrânia, embora tenha apoiado Kiev como senador, passou a defender ajustes na política externa americana para atender às prioridades de Trump. No Oriente Médio, inicialmente se opôs a um cessar-fogo em Gaza, mas elogiou o acordo anunciado na semana passada após intermediação da Casa Branca.
Especulado como possível candidato republicano à Presidência em 2028, Rubio supervisiona hoje mais de 70 mil funcionários no Departamento de Estado e defende “paz através da força”, lema citado ao assumir o cargo.
O encontro com Mauro Vieira pode indicar o rumo das relações EUA-Brasil nos próximos anos, marcando o primeiro teste diplomático entre o novo governo Trump e o terceiro mandato de Lula.
Com informações de g1.globo.com
De acordo com dados oficiais do Departamento de Estado norte-americano, a pasta comandada por Rubio responde por cerca de US$ 52 bilhões anuais em orçamento e mantém representações em quase todos os países do mundo.
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Resumo: Mauro Vieira e Marco Rubio se reúnem hoje em Washington para discutir a sobretaxa de 50% e sanções. Continue acompanhando nossos conteúdos e receba atualizações em tempo real assinando nossos alertas.
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