Começou em jul/2023 e oferece cirurgias eletivas para a saúde da mulher em todo o estado. Já atendeu 64 mil pessoas em 75 municípios, com 34 especialidades, entre elas endometriose e mamoplastia redutora.
Implantado em julho de 2023 como vertente do Opera Sergipe, o programa Opera Mulher passou a oferecer cirurgias eletivas direcionadas à saúde feminina em todo o estado. A iniciativa integra a política pública do governo estadual e foi desenvolvida na gestão do governador Fábio Mitidieri, com o objetivo de reduzir a fila de espera por procedimentos especializados.
De acordo com dados divulgados pelo Executivo, desde o início do programa 64 mil pessoas dos 75 municípios sergipanos foram contempladas com cirurgias em 34 especialidades, entre elas endometriose, bariátrica e mamoplastia redutora. Antes do Opera Mulher, pacientes que necessitavam desses procedimentos relatavam a necessidade de ingressar com ações judiciais para garantir atendimento. Com o novo fluxo, o processo começa na Unidade Básica de Saúde do município, segue para encaminhamentos de exames e pré-operatório e, segundo a coordenação do programa, o tempo médio de espera gira em torno de 60 dias.
Os dados também apontam avanços na atenção à endometriose, condição que afeta milhares de mulheres e costumava ter acesso restrito à cirurgia no sistema público local. Na segunda fase do Opera Mulher, iniciada em 2025, foram contabilizadas 400 cirurgias de endometriose em unidades de referência do estado. O mesmo levantamento registra 1.378 mamoplastias redutoras realizadas no mesmo período, número que impulsionou a busca por esse tipo de procedimento eletivo.
As cirurgias são executadas em hospitais pactuados com a Secretaria de Estado da Saúde, entre eles unidades em Aracaju, Itabaiana, Lagarto e Propriá. Os custos são cobertos pelo Fundo Estadual de Saúde, que recebe recursos próprios e parcelas oriundas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o segundo mandato, o governo estadual planeja expandir o Opera Sergipe, diversificando o portfólio de procedimentos e fortalecendo a busca ativa de pacientes. A meta anunciada inclui a inclusão de novas especialidades cirúrgicas e ajustes logísticos, de modo a descentralizar ainda mais a oferta e aproximar o serviço das regiões com menor cobertura hospitalar.
A coordenação do programa informa que profissionais de saúde dos municípios continuam passando por capacitações periódicas para padronizar protocolos de encaminhamento, registro e monitoramento dos casos. A expectativa é que, com o reforço anunciado, a fila para cirurgias eletivas femininas continue diminuindo ao longo dos próximos anos.
Usuárias interessadas em ingressar no Opera Mulher devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima, apresentar a documentação pessoal, cartão do SUS e exames pré-existentes, se houver. Após avaliação médica, o caso é inserido na fila estadual e acompanhado pelo sistema de regulação.
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