Brasília-DF – Em cerimônia na sede nacional do PSB, realizada na noite de 1º de maio, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, oficializou a troca do PSD pelo novo partido e recolocou Minas Gerais no centro da disputa eleitoral de 2026.
- Em resumo: Filiação rompe articulação do PSD e alinha Pacheco ao plano de Lula para o Palácio Tiradentes.
Bastidor: por que a mudança só veio “9 anos depois”?
Ao justificar a decisão, Pacheco lembrou que, segundo ele, a chegada ao PSB ocorre “com nove anos de atraso”, referência ao convite antigo feito pela legenda. A fala amplia o tom de urgência da movimentação, que esvazia a pré-candidatura do governador interino Mateus Simões dentro do PSD.
O deslocamento partidário também atende a uma exigência prática: o PSD já havia sinalizado apoio interno a Simões. Assim, Pacheco precisava de outra sigla para sustentar o projeto estadual, possibilidade viabilizada após negociações conduzidas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e endossadas por dados da Câmara dos Deputados sobre composição partidária.
“O PSB, desde a sua inauguração, concebeu a ideia de combater o autoritarismo”, afirmou Pacheco, sob aplausos da plateia.
Efeito imediato em Minas e no Planalto
Nos bastidores do Planalto, a filiação é vista como solução para a ausência de um nome competitivo ligado ao presidente Lula no segundo maior colégio eleitoral do país. Já no PSB, lideranças pontuam que a legenda “fica não apenas maior, mas melhor”, segundo Alckmin, que exaltou a “virtude rara da moderação” do senador.
Analistas apontam que a costura amplia a frente governista em Minas e pressiona adversários a rever alianças ainda em 2024. Enquanto isso, Pacheco reforça o discurso de estabilidade institucional, lembrando seu papel contra a tentativa de golpe de Estado no início de 2023.
Crédito da imagem: Divulgação
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