A estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) começou a reativar parte dos poços que haviam sido desativados durante o embargo dos Estados Unidos. A medida marca o primeiro passo da companhia para recuperar a produção de petróleo bruto, interrompida desde o fim de 2025.
Segundo três fontes com acesso direto às operações, ouvidas pela agência Reuters, dois carregamentos partiram do país na segunda-feira, 12 de janeiro. É a primeira movimentação relevante de exportação desde dezembro, período em que a atividade praticamente parou.
Durante o bloqueio, somente a norte-americana Chevron manteve embarques, graças a uma licença específica concedida pelo governo dos EUA. Nesse intervalo, milhões de barris ficaram estocados em tanques e navios em terra firmada, aguardando liberação para venda externa.
A Venezuela, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), aposta na reabertura dos poços para elevar o fluxo de caixa da PDVSA e reduzir o acúmulo de estoques. Os volumes exatos que voltarão a ser produzidos não foram divulgados.
O retorno gradual das exportações ocorre em meio a negociações entre Caracas e Washington para um eventual alívio mais amplo das sanções, o que poderia destravar ainda mais o comércio de petróleo venezuelano.
Embora os embarques tenham sido retomados, fontes internas afirmam que a companhia segue monitorando de perto possíveis alterações nas regras dos EUA que possam impactar novas remessas.
Com a produção novamente em expansão, analistas do setor esperam que a Venezuela recupere parte do espaço perdido no mercado internacional de petróleo ao longo dos últimos anos.
Esse movimento de reativação pode, ainda, contribuir para o aumento da oferta global, mas a velocidade de crescimento da produção depende da manutenção do atual nível de permissões concedidas pelo governo norte-americano.
Próximos passos
Fontes consultadas indicam que a PDVSA planeja reabrir outros poços nas próximas semanas, caso o ritmo de exportações se mantenha e as condições de mercado sejam favoráveis.
O governo venezuelano não se pronunciou oficialmente sobre o cronograma de reativação dos demais campos petrolíferos.
Em caso de novas determinações das autoridades norte-americanas, a companhia poderá rever o plano de produção.
Para detalhes sobre as licenças especiais concedidas às companhias que atuam na Venezuela, consulte o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
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Com informações de G1
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