Produtores de leite no Brasil passaram a adotar o sistema “beef on dairy” como alternativa para dar destino aos bezerros machos que antes eram descartados. A estratégia combina criação leiteira e de corte na mesma propriedade por meio de inseminação de vacas de alta lactação com raças voltadas à produção de carne, como a aberdeen angus.
Raças escolhidas
As vacas leiteiras apresentam musculatura menos desenvolvida para corte. Para obter carcaças mais valorizadas, parte do rebanho leiteiro é inseminado com touros de raças conhecidas pelo bom marmoreio – gordura entremeada que garante sabor e maciez ao produto final.
Alimentação diferenciada
No manejo tradicional, novilhas leiteiras recebem dieta rica em gordura e proteína para fortalecer o sistema imunológico e elevar a produção de leite. Já os animais destinados ao abate precisam de ração com maior teor energético, capaz de favorecer o ganho de peso, de músculo e de gordura intramuscular.
Vantagens do modelo
Além de gerar receita adicional, o cruzamento permite que apenas as fêmeas mais produtivas permaneçam no laticínio. As demais são direcionadas à reprodução de animais de corte, otimizando a eficiência econômica da fazenda.
Segundo pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, a prática também contribui para reduzir desperdícios e diversificar a renda do pecuarista.

Imagem: Wenderson Araujo via g1.globo.com
Para conhecer outras iniciativas no setor agropecuário, acesse a editoria Mundo Animal e acompanhe as novidades.
Resumo: O sistema “beef on dairy” utiliza inseminação de vacas leiteiras com raças de corte para transformar bezerros machos em animais rentáveis, conciliando produção de leite e carne na mesma fazenda. Saiba mais detalhes e continue acompanhando nossas publicações para não perder as próximas atualizações do campo.
Com informações de g1.globo.com
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








