A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, esteve em Sergipe na sexta-feira, 29/05, para confirmar a inclusão do estado no centro da estratégia de expansão da companhia. Em cerimônia realizada na Fafen, em Laranjeiras, diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades locais, ela detalhou a aplicação de cerca de R$ 60 bilhões em projetos de exploração de petróleo e gás em águas ultraprofundas.
O montante faz parte do plano de negócios global da estatal, que destina US$ 109 bilhões para os próximos cinco anos. Para o território sergipano, o destaque são duas novas plataformas, cada uma com capacidade de produzir 120 mil barris de petróleo por dia. Quando ambas estiverem em operação, a produção combinada deverá atingir 240 mil barris diários, além de 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.
“Isso transforma Sergipe no maior estado produtor do Nordeste”, afirmou Magda Chambriard, destacando ainda a perspectiva de geração de aproximadamente 25 mil empregos diretos e indiretos.
O pacote de investimentos inclui a construção de um gasoduto que levará o gás extraído no mar até o continente. Segundo a executiva, a infraestrutura é decisiva para que o insumo chegue a preços mais competitivos ao mercado interno.
“O que abaixa o preço do gás natural não é trocar de mãos, e sim ampliar a produção com seriedade”, resumiu.
De acordo com a presidente, as novas unidades trarão uma solução tecnológica inédita: cada plataforma virá equipada com uma planta embarcada de processamento de gás natural. A inovação deve reduzir perdas, agilizar o tratamento do insumo e ampliar a oferta para indústrias locais.
Chambriard aproveitou o evento para celebrar a retomada das operações da Fafen. A fábrica sergipana, responsável por fertilizantes nitrogenados, deverá suprir cerca de 7 % da demanda nacional. A Petrobras estuda ainda ampliar a capacidade das plantas de Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul.
“Conseguimos enxergar que podemos chegar a 70 % ou 75 % dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil precisa. Agora, a meta é buscar a autossuficiência”, declarou.
No mesmo discurso, ela citou o potencial mineral sergipano ao mencionar a possibilidade de exploração de potássio. A entrada da Petrobras nesse segmento dependerá de alterações no objeto social da companhia e de debate com a sociedade.
Com o anúncio, Sergipe se posiciona como peça-chave na transição energética brasileira e na redução da dependência externa de insumos estratégicos, consolidando-se como nova fronteira de produção de petróleo, gás e fertilizantes.

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