CIDADE DO MÉXICO – Na última terça-feira (24), a Petrobras confirmou o envio de sua presidente, Magda Chambriard, ao México no próximo mês para discutir uma aliança estratégica com a Pemex, capaz de destravar projetos bilionários em águas profundas no Golfo do México.
- Em resumo: Petrobras oferece expertise técnica para acelerar a produção offshore da estatal mexicana.
Por que a tecnologia brasileira virou trunfo?
Com recorde de extração no pré-sal, a estatal brasileira domina perfurações a mais de 2.000 metros de profundidade. Essa experiência chamou a atenção da administração de Claudia Sheinbaum, que ainda avalia a proposta apresentada por Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. Segundo dados econômicos do IBGE, petróleo e gás seguem como motor de investimento externo na região.
Para a Pemex, a parceria é vista como atalho para viabilizar campos como Zama, Trion e Lakach, todos em estágio crítico de engenharia e financiamento.
“A Pemex poderia obter uma grande ajuda da Petrobras”, afirmou Lula em chamada telefônica à presidente mexicana.
O que pode mudar no Golfo do México
Se o acordo avançar, a joint venture existente da Petrobras com a norte-americana Murphy Exploration poderá ser ampliada para incluir a Pemex, criando sinergias logísticas e reduzindo custos de perfuração.
Especialistas apontam que a expansão pode elevar a produção mexicana e abrir caminho para trocas de conhecimento em transição energética, inclusive em biocombustíveis como o etanol de cana, tema que também está na mesa de negociações.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
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