Os preços do petróleo registraram leve alta nesta segunda-feira (16), impulsionados pela expectativa de avanços nas negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã. Em transmissão da Record, às 12h08 (horário de Brasília, UTC-3), o barril do Brent era cotado a US$ 68,16, ganho de 0,6% (R$ 356,40). O West Texas Intermediate (WTI) subia 0,7%, a US$ 63,32 (R$ 331,09), embora não haja liquidação do contrato hoje devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos EUA.
Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que a possibilidade de interrupção no fornecimento, caso haja escalada nas tensões, mantém as cotações sustentadas. De acordo com nota do banco SEB, um agravamento do quadro poderia levar o Brent a US$ 80; a distensão, por outro lado, teria potencial para pressionar o preço a US$ 60.
Reunião em Genebra
Washington e Teerã realizam nesta terça-feira (17) a segunda rodada de conversas, em Genebra, sobre o programa nuclear iraniano. Na véspera do encontro mediado por Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu com o diretor da agência nuclear da ONU. Fontes iranianas apontam que o país busca um acordo capaz de resultar em investimentos nos setores de energia e mineração, além de compras de aeronaves.
Autoridades americanas disseram à Reuters que o governo dos EUA prepara planos para uma campanha militar prolongada, caso as tratativas fracassem. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que pode retaliar contra qualquer base militar norte-americana se houver ataque ao território iraniano.
Oferta da Opep+ e dinâmica regional
Enquanto a tensão geopolítica sustenta os preços, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) indica disposição para retomar aumentos de produção em abril, decisão que deve ser discutida na reunião de 1º de março, após três meses de pausa.
A sessão nos mercados foi marcada por menor volume de negócios, já que as bolsas da China, Coreia do Sul e Taiwan permanecem fechadas pelo feriado do Ano-Novo Lunar. Ainda assim, dados de rastreamento de navios mostram que as compras chinesas de petróleo russo devem crescer pelo terceiro mês consecutivo e atingir novo recorde em fevereiro, movimento favorecido pela redução das importações indianas sob pressão de Washington.
Na semana passada, o Brent acumulou queda de cerca de 0,5% e o WTI recuou 1%, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possibilidade de um entendimento com Teerã no próximo mês.
Fonte: g1
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