São Paulo – Após três meses de alta, as cotações do café brasileiro voltaram a ceder. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq-USP (Cepea) indica queda de até 11% nos preços entre 15 e 22 de setembro de 2025.
No período analisado, o Indicador Cepea/Esalq do café arábica, posto na capital paulista, recuou 10,2%, fechando a R$ 2.133,08 por saca de 60 quilos na segunda-feira (22). Já o Indicador do café robusta, a retirar no Espírito Santo, encolheu 11,1%, encerrando a R$ 1.313,22 por saca.
O que pressionou as cotações
Os pesquisadores apontam quatro fatores principais para a retração:
- Previsão de chuvas mais consistentes nas áreas produtoras;
- Realização de lucros depois das fortes valorizações do trimestre anterior;
- Liquidação de posições compradas na Bolsa de Nova York (ICE Futures);
- Expectativa de retirada da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos ao café brasileiro.
Níveis ainda elevados
Apesar da correção, o Cepea reforça que os preços permanecem altos, sustentados pela oferta limitada e estoques reduzidos, além da tarifa norte-americana que segue em vigor.
Alta expressiva em agosto
Antes do recuo de setembro, o mercado havia registrado ganhos significativos. Em agosto, o robusta acumulou alta de 43%, alcançando R$ 1.469,43 por saca em 25/8, enquanto o arábica avançou 26,3%, cotado a R$ 2.287,56 na mesma data.
Produtores, segundo o Cepea, têm vendido apenas o volume necessário para fluxo de caixa, aguardando definições sobre o cenário tarifário e o comportamento do mercado externo.
Dados detalhados sobre o desempenho da commodity podem ser consultados no portal do Cepea/Esalq-USP.
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Resumo: Os preços do café arábica e robusta cederam até 11% na segunda quinzena de setembro, mas permanecem elevados diante da oferta enxuta e da tarifa dos EUA. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a matéria com quem se interessa pelo mercado cafeeiro.
Com informações de G1 Piracicaba
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