Os contratos futuros de café registraram forte queda nesta sexta-feira (21) nas principais bolsas internacionais, horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogar a tarifa de 40% aplicada ao grão brasileiro.
Às 10h30 (horário de Brasília), o café arábica negociado na ICE, em Nova York, recuava 4,3%, cotado a US$ 3,6040 por libra-peso. Mais cedo, o recuo chegou a superar 6%, tocando o menor nível em dois meses.
No mesmo intervalo, os contratos de robusta — variedade usada em cafés solúveis e em blends para torrado e moído — cediam mais de 4% em Londres, a US$ 4.415 por tonelada métrica, depois de baterem queda de 8% nas primeiras horas do pregão.
Impacto no mercado americano
O Brasil responde por cerca de um terço do café consumido nos Estados Unidos, maior mercado mundial da bebida. A tarifa de 40%, imposta anteriormente, havia pressionado os preços no varejo norte-americano, que subiram 40% em setembro na comparação com 2024.
A alta nos preços dos alimentos é apontada por pesquisas como um dos fatores para a queda de popularidade de Trump, atualmente no nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca.
Expectativas para a oferta
Apesar do alívio tarifário, operadores não acreditam em recuo prolongado das cotações. Um trader de uma grande exportadora global afirmou que a safra de arábica permanece deficitária, os estoques estão baixos e o fenômeno climático La Niña ainda ameaça a produção.
Corretoras de Londres acrescentaram que o mercado pode ter reagido além da conta, uma vez que a medida de Trump já era considerada provável. “Parece ter surpreendido mais do que deveria”, disse um dos corretores.
Outro ponto de atenção são as consequências das enchentes e deslizamentos na principal região produtora de robusta do Vietnã, maior fornecedor mundial desse tipo de grão.
Enquanto isso, exportadores brasileiros trataram o fim das tarifas como um “presente de Natal”, esperando retomar competitividade num dos seus principais destinos.
Embora a decisão dos EUA possa trazer fôlego às exportações, analistas reforçam que o comportamento dos preços seguirá condicionado pela oferta global e pelos riscos climáticos nos principais países produtores.
Mais atualizações sobre a movimentação do mercado de café serão divulgadas conforme novas informações de colheita e exportações se tornem disponíveis.
Dados detalhados sobre comércio agrícola podem ser consultados no site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Para acompanhar outras notícias do cenário internacional, visite a seção Internacional do Se Pordentro.
Fique ligado no Se Pordentro para novidades sobre economia, agronegócio e os desdobramentos das decisões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








