Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (13) em forte alta, impulsionados pelo temor de interrupções nas exportações do Irã. O Brent, referência internacional, avançou US$ 1,60 (+2,5 %), fechando a US$ 65,47 (R$ 351,99) por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, ganhou US$ 1,65 (+2,8 %), para US$ 61,15 (R$ 328,77).
Receio de cortes na oferta
A escalada ocorre em meio às maiores manifestações antigoverno no Irã em anos. Segundo uma autoridade iraniana, cerca de 2 000 pessoas morreram e milhares foram detidas desde o início dos protestos. As ações de repressão levaram o presidente dos EUA, Donald Trump, a alertar para possível intervenção militar e anunciar que países que mantiverem negócios com Teerã poderão sofrer tarifa de 25 % sobre transações com os Estados Unidos.
Impacto no mercado
Para analistas, o mercado começou a incorporar um “prêmio de risco” diante do cenário geopolítico. “O petróleo está buscando proteção de preço frente a possíveis choques de oferta”, afirmou John Evans, da PVM Oil Associates. Bob Yawger, da Mizuho Securities, estimou que um bloqueio total das exportações iranianas retiraria até 3,3 milhões de barris por dia do mercado global.
Outros fatores de tensão
No Mar Negro, quatro petroleiros gerenciados por empresas gregas foram atingidos por drones não identificados quando se dirigiam ao terminal do Caspian Pipeline Consortium, na costa russa. O incidente reforçou a percepção de aperto no fornecimento, fazendo as cotações atingirem, durante a sessão, a maior alta em três meses — mais de 3 %.
Paralelamente, o potencial incremento de oferta vindo da Venezuela não foi suficiente para anular o sentimento de cautela. Investidores seguem monitorando igualmente a evolução da guerra na Ucrânia e as negociações internacionais envolvendo Washington e Teerã.
Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA mostram que o Irã responde por uma parcela significativa do abastecimento global, o que explica a sensibilidade dos preços ao noticiário sobre o país.
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Com informações de G1
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