Brasília – O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou nesta quinta-feira (8) que a decisão do ministro Jhonatan de Jesus de suspender a inspeção no Banco Central (BC) relativa ao chamado Caso Master foi tomada para “arrefecer” o clima de tensão entre a Corte, a autoridade monetária e o mercado financeiro.
A inspeção havia sido autorizada há seis dias, a pedido do Ministério Público junto ao TCU, com o objetivo de obter esclarecimentos sobre operações relacionadas ao Banco Master. Entretanto, a medida provocou divergências sobre o acesso a informações sigilosas e gerou receio no setor financeiro.
“Quando percebemos o estremecimento nas relações, conversei com o presidente interino do BC, Gabriel Galípolo, com o ministro da Fazenda e com o relator do processo. Chegamos à conclusão de que seria prudente suspender a inspeção até que o plenário do TCU delibere”, explicou Vital do Rêgo.
De acordo com o presidente do TCU, a pausa permitirá harmonizar procedimentos entre os dois órgãos. “Precisamos compatibilizar o dever de sigilo do Banco Central com a nossa responsabilidade de fiscalização”, ressaltou.
Próximos passos
Vital do Rêgo retorna a Brasília na próxima segunda-feira (12) e pretende se reunir com Galípolo ao longo da semana. O objetivo é estabelecer um protocolo que evite novos atritos durante futuras auditorias.
Questionado se a inspeção foi um erro, o ministro negou. “É um procedimento corriqueiro quando faltam esclarecimentos. A questão ganhou proporção porque envolve um tema sensível do momento”, disse.
Informações sobre as competências legais do TCU e do Banco Central podem ser consultadas no site oficial do Banco Central do Brasil, que detalha normas de sigilo e fiscalização.
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O TCU ainda não definiu data para retomar a análise do Caso Master. Até lá, as equipes técnicas seguem levantando informações para subsidiar o voto do relator.
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Com informações de g1




