Brasília – O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que atua no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) há duas décadas, declarou nesta terça-feira (25) que a facção “atingiu o estágio de máfia” no país. A afirmação foi feita em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada na Câmara dos Deputados.
Em seu depoimento, o integrante do Ministério Público de São Paulo detalhou a evolução do grupo criminoso e alertou para a estrutura financeira e hierárquica consolidada pela organização ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o PCC passou a atuar não apenas dentro dos presídios, mas também em atividades ilícitas fora das penitenciárias, com influência crescente em diversas regiões do país.
Gakiya acrescentou que a facção mantém um sistema próprio de arrecadação de recursos, comunicação e disciplina, características que, no entendimento do promotor, assemelham-se às de grupos mafiosos clássicos. “Hoje, o PCC tem poder de corromper, intimidar e controlar setores inteiros”, declarou aos parlamentares.
Os deputados que integram a CPI devem elaborar um relatório parcial sobre o funcionamento da facção e propor medidas de enfrentamento. Durante a sessão, integrantes da comissão solicitaram novos requerimentos de informação a órgãos de segurança pública federais e estaduais.
A audiência desta terça faz parte do calendário de oitivas que a CPI pretende concluir até o fim do ano legislativo.
Com informações de Agência Brasil
Dados do Ministério da Justiça apontam que o PCC é hoje a maior facção criminosa do país em número de integrantes e presença territorial.
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No depoimento divulgado hoje, o promotor reforçou a necessidade de ações integradas entre os entes federativos. Continue acompanhando nosso site para se manter informado sobre os desdobramentos da CPI e outras pautas de interesse público.
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