Brasília – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (25) que a autarquia seguiu rigorosamente a legislação ao decretar a liquidação do Banco Master na semana passada e ao manter a taxa básica de juros em 15% ao ano.
Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Galípolo criticou o que chamou de “especialistas de WhatsApp”, em referência a comentários publicados nas redes sociais sobre a atuação do BC. “É um dilema interromper o trabalho para responder a cada colocação que surge”, declarou.
Liquidação do Banco Master
O dirigente explicou que o Master já operava sob risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e por investimentos considerados arriscados, com remuneração acima do mercado. Segundo ele, a intervenção seguiu todos os trâmites previstos em lei. “Em cada passo, contamos com Polícia Federal e Ministério Público. Se o Banco Central se desvia do procedimento, essa conduta pode ser questionada e gerar custo elevado ao erário”, disse.
Galípolo acrescentou que o BC não julga a conveniência de aquisições ou a estratégia de negócios das instituições; seu papel é atestar a higidez das operações e o cumprimento das normas.
Taxa de juros em 15%
Em relação à Selic, que está no maior patamar em quase duas décadas, o presidente do BC reforçou que a meta central de inflação é de 3% e que o comitê de política monetária precisa usar os instrumentos disponíveis para atingi-la. “Quando olho para as projeções, o ‘Focus’ indica que o BC não cumpriria a meta sem a taxa atual”, justificou.
Na primeira reunião sob seu comando, em 29 de janeiro, o Copom elevou a Selic de 12,25% para 13,25% ao ano; depois, novas altas levaram o juro básico aos atuais 15%.
Informações detalhadas sobre a política monetária podem ser consultadas no site oficial do Banco Central do Brasil.
Para acompanhar outros desdobramentos sobre economia e política nacional, visite a seção de Política do nosso portal.
Continue acompanhando nossas atualizações para ficar por dentro das principais decisões que impactam o sistema financeiro e o bolso do consumidor.
Com informações de G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








