A Federação Brasil da Esperança, que reúne Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), protocolou na sexta-feira (20) uma série de representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os alvos são o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o Partido Liberal (PL). As siglas sustentam que houve propaganda eleitoral antecipada em desfavor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a federação, conteúdos considerados “inverídicos e falsos” circularam nas redes sociais com o objetivo de desgastar a imagem do chefe do Executivo e influenciar eleitores. Um dos materiais mencionados é um vídeo, produzido com inteligência artificial, compartilhado por Flávio Bolsonaro. A peça associa Lula a episódios como a liquidação do Banco Master, descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e problemas nos Correios, além de inserir a primeira-dama Rosângela da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-líder venezuelano Nicolás Maduro e a ministra Gleisi Hoffmann em um desfile de escola de samba.
Na argumentação apresentada ao TSE, a Federação Brasil da Esperança afirma que o senador, apontado como pré-candidato à Presidência, teria “finalidade exclusivamente eleitoreira” ao associar Lula a supostos escândalos financeiros e, por isso, pede punição.
Alegação sobre adesivos no Nordeste
Em outra ação, a federação acusa Flávio Bolsonaro e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado de distribuir adesivos com a frase “Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, iniciativa que também caracterizaria campanha fora de época. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) já havia levado caso semelhante ao TSE após vídeo em que Machado aparece colando o material em uma motocicleta.
Machado se defendeu nas redes sociais, afirmando ter consultado assessoria jurídica antes de qualquer movimentação eleitoral e classificou as ações na Justiça como “cortina de fumaça”.
Reclamações contra Romeu Zema e o PL
As representações protocoladas também pedem sanções ao governador Romeu Zema e ao PL por publicações que, segundo a federação, configurariam propaganda antecipada. Em nota encaminhada à reportagem da Jovem Pan, a assessoria de Zema declarou que a intenção dos conteúdos foi “recordar passagens marcantes da carreira de Lula esquecidas no desfile do Sambódromo”. “Lula acha normal que uma escola de samba use dinheiro público para fazer campanha a seu favor, mas fica nervoso quando alguém lembra sua verdadeira trajetória”, acrescentou o governador.
Até o fechamento desta matéria, Flávio Bolsonaro e o PL não haviam se manifestado.
Defesa do PT em outro processo
O PT informou ainda ter apresentado defesa em ação movida pelo PL e pelo Partido Missão, que acusam propaganda eleitoral antecipada durante o desfile da Acadêmicos de Niterói com o samba-enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Segundo a legenda, a escola exerceu liberdade artística sem participação ou patrocínio do partido ou do presidente.
A defesa lista sambas-enredo que tanto homenagearam quanto criticaram chefes do Executivo em outras ocasiões, ressaltando que o Sambódromo Marquês de Sapucaí é “espaço democrático” para manifestações culturais.
Transmissão: Record
Fonte: Jovem Pan
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