ARACAJU/SE – As quedas da própria altura continuam pressionando o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse): são 2.570 atendimentos desde 2022, número que já cresce com 46 novos casos em 2026.
- Em resumo: Idosos lideram os registros e podem levar até seis meses para se recuperar de fraturas no fêmur.
Por que o número só cresce
De 619 ocorrências em 2022 para 661 em 2025, a curva de atendimentos revela um problema de saúde pública que tende a se repetir. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tropeços, escorregões e perdas de equilíbrio são os principais gatilhos para lesões que exigem internação e, muitas vezes, cirurgias complexas.
O cenário sergipano espelha a preocupação nacional descrita em boletins do Ministério da Saúde, que apontam as quedas como uma das causas externas mais frequentes de hospitalização de idosos.
“As quedas podem parecer simples, mas trazem consequências graves, principalmente em quem já tem fragilidade óssea”, alerta o ortopedista Antônio Cabral, responsável técnico pela ortopedia do Huse.
As fraturas mais temidas e o custo da recuperação
No idoso, duas fraturas chamam atenção: a transtrocantérica e a do colo do fêmur. O pós-operatório, muitas vezes iniciado em UTI, demanda fisioterapia intensa e acompanhamento multiprofissional, incluindo clínica médica e terapia ocupacional. O prazo mínimo de recuperação citado por Cabral é de seis meses, período que pode ser ampliado caso surjam complicações.
A história do aposentado Cícero Cosme Rocha, 81 anos, ilustra o desafio: após cair ao descer a escada de casa, ele foi transferido primeiro para o Hospital de Pequeno Porte da Barra dos Coqueiros e, em seguida, para o Huse, onde recebeu cuidados especializados.
Prevenir é mais barato que tratar
Corrimãos bem instalados, pisos antiderrapantes, calçados firmes e iluminação adequada são medidas simples que evitam boa parte das ocorrências, de acordo com o especialista. Consultas regulares para controle de osteoporose e avaliação do equilíbrio também reduzem riscos.
Embora o Huse disponha de equipes treinadas, o volume de pacientes reforça a necessidade de prevenção domiciliar. Matérias anteriores da editoria de Saúde do Se Por Dentro detalham outras ações de segurança para a terceira idade.
Você conhece alguém que já passou por uma queda em casa? Compartilhe sua experiência nos comentários e acompanhe mais dicas na editoria de Saúde.
Crédito da imagem: Divulgação / SES
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