Riolândia (SP) – Uma fazenda de piscicultura local transformou a rotina da tilápia-do-nilo ao injetar R$ 3,5 milhões em soluções automatizadas, salto que garantiu produção de 300 toneladas por mês e abastece frigoríficos de São Paulo e Minas Gerais.
- Em resumo: Tanques inteligentes, ração a cada 15 minutos e retirada hidráulica aceleram a engorda de 30 g para 1 kg.
Alimentação expressa e tanques high-tech
Os alevinos chegam de Monte Aprazível pesando meros 30 gramas. Em tanques de imersão e submersão, eles passam a receber 350 kg de ração distribuídos por uma balsa totalmente automatizada, operação que se repete de 15 em 15 minutos. O controle rígido de nutrição e limpeza reduz doenças e encurta o ciclo de engorda, prática alinhada a estudos do Ministério da Agricultura que apontam a alimentação de precisão como fator-chave para ganhos de produtividade na piscicultura.
Os motores hidráulicos instalados após a modernização aceleram a retirada dos peixes prontos, garantindo agilidade logística e menos estresse animal – item decisivo para a qualidade do filé exportado.
Entre 900 g e 1 kg é o ponto ideal de mercado; chegar a esse peso hoje leva poucas semanas graças ao manejo automatizado.
Interior paulista no pódio nacional
Com a nova fase, Riolândia reforça a posição de São Paulo como segundo maior produtor de tilápia do país, atrás apenas do Paraná. A vantagem logística inclui forte rede de processamento, requisito que mantém todo o pescado dentro da região Sudeste.
O polo também ganhou suporte científico: o Instituto de Pesca criou o primeiro banco de germoplasma da espécie no Brasil, reservatório genético que amplia pesquisas e pode blindar a cadeia contra doenças futuras.
O próximo passo da fazenda é expandir área de tanque e dobrar a capacidade até 2028, movimento que pode refletir na oferta interna e pressionar o preço nacional do filé. Tendência que acompanha o avanço da piscicultura descrito em outros projetos destacados na editoria de Economia do Sé por Dentro.
Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM
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