Belo Horizonte/MG – A renúncia de Romeu Zema, oficializada neste domingo (22), encerra um ciclo de sete anos no comando de Minas Gerais e dá o pontapé em sua pré-campanha à Presidência, transferindo o poder para o vice Mateus Simões.
- Em resumo: Zema sai para disputar o Planalto e Simões promete “governo itinerante” pelas 16 regiões mineiras.
Por que a saída mexe no xadrez político
Com a desincompatibilização, Zema passa a se dedicar integralmente à costura de alianças nacionais, enquanto Simões assume o Palácio Tiradentes com a missão de manter as finanças em ordem — algo ressaltado como “legado” pelo próprio sucessor.
Ao tomar posse em sessão solene na ALMG, Simões elogiou a adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e prometeu preservar o equilíbrio fiscal. Segundo dados da Câmara Federal, Minas figura entre os estados com maiores passivos junto à União.
“Belo Horizonte é a nossa capital, mas Minas Gerais é muito grande para ser compreendida à distância”, declarou Mateus Simões ao anunciar a transferência simbólica da sede administrativa por três meses.
Capital itinerante e foco em segurança
A partir de 26 de agosto, o chefe do Executivo pretende instalar provisoriamente a administração em cada uma das 16 regionais. A medida, segundo ele, busca descentralizar decisões e acelerar obras pendentes.
No mesmo discurso, o novo governador sinalizou tolerância zero contra facções e abusos institucionais, além de reforçar políticas de proteção às mulheres. Ele insistiu que “Minas não se curvará aos que defendem bandidos”.
Trajetória de Mateus Simões
Professor universitário, empresário e ex-vereador da capital, Simões foi secretário-geral no primeiro mandato de Zema e articulador de acordos bilionários de reparação pelos desastres de Brumadinho e do Rio Doce. Também idealizou o Trilhas de Futuro, apresentado como o maior programa de cursos técnicos do país.
Agora, com o controle do governo até dezembro de 2026, ele terá de conciliar a rotina itinerante com o calendário eleitoral, enquanto Zema busca visibilidade nacional sem perder o apoio da base mineira.
Crédito da imagem: Divulgação
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