O pré-candidato ao Senado Rodrigo Valadares afirmou nesta terça-feira (07/07) que o campo político identificado com a direita em Sergipe “vem ganhando musculatura” com a chegada de novas siglas. A declaração foi dada durante a recepção ao vereador carioca Carlos Bolsonaro, ocorrida em Aracaju, onde Valadares reuniu apoiadores para discutir estratégias para as eleições de 2026.
De acordo com o parlamentar, além do grupo conhecido internamente como “puro sangue”, a articulação passou a contar com integrantes do Podemos, do Partido Novo e de outras legendas que, segundo ele, ainda negociam adesão. O objetivo central, explicou, é apresentar um palanque unificado de oposição ao presidente Lula em Sergipe e, ao mesmo tempo, garantir sustentação política ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Estado.
“Nunca deixaremos Bolsonaro só. Sergipe construiu carreatas gigantescas em 2018 e 2022, e vamos repetir essa mobilização. Bolsonaro terá, sim, uma base sólida por aqui”
Valadares rejeitou as críticas de que menciona o ex-presidente em excesso. Ele disse que a associação ao nome Bolsonaro é estratégica para deixar clara a identidade do projeto que lidera.
“Alguns dizem que, de cada dez palavras minhas, onze são Bolsonaro. Então vou falar doze, treze, catorze vezes. O eleitor precisa saber quem está do nosso lado”
O encontro desta terça-feira contou com discursos de Carlos Bolsonaro e de lideranças locais. Nos bastidores, aliados apontaram a possibilidade de o grupo lançar uma chapa majoritária completa, com candidatos ao Governo, ao Senado e à Câmara Federal. A formação definitiva, porém, depende do avanço das conversas com as demais siglas.
Sobre o rótulo “puro sangue”, Valadares avaliou que a fase de exclusividade partidária ficou no passado. Ele lembrou que o cenário político mudou após 2022, exigindo amplitude maior para enfrentar as próximas disputas.
Também presente à reunião, o presidente estadual do Podemos, que preferiu não ser citado, confirmou que a sigla “dialoga para construir um bloco robusto”. Segundo ele, a convergência programática gira em torno de pautas econômicas liberais, segurança pública e valores considerados conservadores.
Com o reforço de novas legendas, Valadares se diz otimista quanto à competitividade eleitoral do grupo em 2026. Ele acredita que a base bolsonarista chegará às urnas com palanque unificado em pelo menos 70% dos municípios sergipanos, aproveitando o desempenho obtido pelo ex-presidente no segundo turno de 2022, quando Bolsonaro venceu em 36 das 75 cidades do estado.
Enquanto articula alianças, o pré-candidato mantém agenda de visitas ao interior. A previsão, segundo sua equipe, é percorrer até setembro todos os 12 territórios de desenvolvimento definidos pelo governo estadual, reforçando a mensagem de oposição ao Planalto e de defesa de uma “agenda econômica liberal”.
Nos próximos meses, o grupo deverá apresentar um esboço de plano de governo contendo propostas para geração de emprego, redução de impostos estaduais e combate à criminalidade, temas que, segundo Valadares, “dialogam com o sentimento de mudança do eleitor sergipano”.
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