Kiev, Ucrânia — Às 1h28 (horário de Brasília), as forças russas desencadearam o maior ataque aéreo do ano, deixando ao menos 16 mortos e mais de 80 feridos em um intervalo de 24 horas.
- Em resumo: Rússia lançou quase 700 drones e dezenas de mísseis; 32 projéteis furaram a defesa ucraniana.
Por dentro do bombardeio recorde
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, foram cerca de 700 drones explosivos combinados a mísseis balísticos. Embora a maior parte tenha sido interceptada, 12 mísseis e 20 drones atingiram áreas residenciais e infraestrutura crítica em Kiev, Odessa, Dnipro e Zaporíjia. Quatro vítimas, incluindo uma criança de 12 anos, morreram na capital; outras 12 pessoas perderam a vida no sudeste do país.
Dados históricos mostram que ataques contra civis ampliam exponencialmente o número de fatalidades em conflitos armados. O Atlas da Violência aponta que alvos não militares respondem pela maioria das mortes em cenários de guerra prolongada.
“A Rússia adotou uma estratégia de terror, mirando prédios com famílias dentro e sabotando serviços essenciais”, acusou o chanceler ucraniano Andrii Sybiha.
Reação internacional e risco de escalada
Espanha, Finlândia, Croácia, Lituânia e Estônia condenaram publicamente o bombardeio. Enquanto isso, em território russo, o governador de Krosnador, Veniamin Kondratiev, afirmou que drones ucranianos mataram duas crianças de 5 e 14 anos na costa do Mar Negro, incendiando o porto de Tuapse — ponto estratégico para exportação de petróleo, carvão e fertilizantes.
A ofensiva ocorre pouco depois de o conflito completar quatro anos, em fevereiro, sinalizando que 2026 pode marcar uma nova fase de escalada militar e humanitária.
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