O Complexo Cultural Gonzagão, em Aracaju, foi palco, na quinta-feira, 28/05, da quarta edição da Salva Junina, evento que marca a largada oficial do Ciclo Junino de Sergipe. A festa, promovida pelo Governo do Estado por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), celebrou a segunda etapa da reforma do Gonzagão e deu o tom dos próximos 60 dias de programação que espalharão música, dança e tradição por todo o território sergipano.
De volta ao palco central, o governador Fábio Mitidieri destacou o valor simbólico do espaço para a identidade cultural local.
“A Salva Junina é a abertura oficial do nosso ciclo junino. Com muita tradição e cultura, declaramos oficialmente abertos os festejos nesse equipamento que representa tão bem o que é o País do Forró”,
afirmou, lembrando que o investimento em cultura ajuda a girar a economia, a impulsionar o turismo e a criar oportunidades de trabalho.
As intervenções executadas no Gonzagão incluem novos acessos para pessoas com deficiência, requalificação estrutural, paisagismo, pavimentação e áreas de convivência. Segundo o diretor-presidente da Funcap, Gustavo Paixão, a obra reafirma o compromisso de valorizar expressões populares.
“No primeiro ano prometemos a reforma e entregamos. Agora concluímos a segunda etapa, celebrando 30 anos da Ópera do Milho e lançando as novas Sanfoneiras de Sergipe”,
disse.
A programação começou no pátio externo com o tradicional Barco de Fogo de Estância, atração que arrancou aplausos e emoção do público. Em seguida, o coletivo multiartístico Peneirou Xerém, patrimônio cultural imaterial de Aracaju, assumiu o palco com muito xaxado, coco e repente. A estreia das Sanfoneiras de Sergipe – grupo formado por 33 mulheres capacitadas em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Seasic e Funcap – deu um toque especial à noite.
“Esse projeto veio para ficar e garante que a tradição nunca acabe, agora com a força feminina”,
celebrou Mitidieri.
Outro ponto alto foi a coroação do Rei e da Rainha do País do Forró 2026. Eleita rainha, Thamyres Barros agradeceu a visibilidade.
“É uma honra representar nossa cultura em um concurso que exalta o que temos de mais autêntico”,
afirmou. Logo depois, o Grupo Imbuaça abriu a temporada 2026 da peça “Ópera do Milho”, que completa três décadas misturando teatro popular, música e devoção.
No quadrilhódromo, as quadrilhas Pioneiros da Roça e Unidos em Asa Branca exibiram enredos, vestimentas e coreografias que envolvem comunidades inteiras em meses de preparação, mantendo vivo o espírito de união do ciclo junino.
A festa também atraiu visitantes de outros estados. A mineira Vera Lúcia de Oliveira, de Uberlândia, elogiou a organização.
“A ornamentação está maravilhosa e me sinto segura para aproveitar cada detalhe. Sergipe sabe receber”,
contou. Para comerciantes, o momento é sinônimo de renda extra. A vendedora Helena Nascimento, que trabalha no Gonzagão desde 2004, viu as obras com bons olhos.
“Melhorou tudo. O público está adorando e espero vender ainda mais este ano”,
comentou.
O calendário estadual segue até 26/07, ocupando espaços como o Arraiá do Povo e a Vila do Forró, na Orla da Atalaia, além de municípios do interior. Até lá, Sergipe viverá dois meses de muito arrasta-pé, gerando emprego, renda e reforçando o título de País do Forró.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








