São Cristóvão (SE) apresentou queda de 81,7% no total de casos confirmados de arboviroses entre 1º de janeiro e 31 de novembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Em 2024, o município registrou 3.536 notificações e 109 confirmações, o equivalente a 114,7 casos por 100 mil habitantes. No mesmo intervalo de 2025, foram 2.643 notificações e 24 casos confirmados, ou 21 casos por 100 mil habitantes.
Acompanhamento constante
Considerada área endêmica, São Cristóvão mantém vigilância permanente devido a fatores climáticos e ambientais. Das notificações deste ano, 550 referem-se a dengue (18 confirmações), 443 a chikungunya (três confirmações) e 1.650 a zika, mayaro e oropouche (sem confirmações).
A análise espacial indicou pontos com maior incidência, permitindo ações de controle direcionadas e integradas a medidas de saneamento.
Índice de infestação baixo
O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado de forma sistemática ao longo de 2025, apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,8%, considerado baixo risco. Entre janeiro e novembro, agentes de combate às endemias realizaram 9.172 visitas domiciliares e 105 pesquisas entomológicas, com eliminação ou tratamento de criadouros e coleta de amostras para análise laboratorial.
O pico de presença do Aedes aegypti ocorreu em setembro, motivando reforço de bloqueios, mutirões, remoção mecânica de focos e campanhas educativas. O Aedes albopictus manteve presença baixa, com aumento pontual em áreas periurbanas.
Ações de prevenção e capacitação
As medidas da SMS incluem tratamento focal de reservatórios, borrifação costal, cata-treco, limpeza de canais, inspeção de pontos estratégicos, monitoramento de armadilhas e uso de carro fumacê conforme critérios do Ministério da Saúde. Campanhas de mobilização social alcançam a população por meio de panfletos, outdoors, redes sociais e atividades em escolas municipais.
Na área de recursos humanos, 38 agentes receberam kits de trabalho este mês. A prefeitura também pagou auxílio-uniforme de R$ 1.956,00 para cada profissional adquirir dois uniformes.
De acordo com Daniella Fraga, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, a redução reflete o esforço contínuo das equipes de campo aliado ao engajamento comunitário. Mesmo com indicadores favoráveis, ela reforça a necessidade de eliminar criadouros e buscar atendimento médico ao surgirem sintomas.
Com a manutenção das ações de vigilância e controle, o município busca consolidar a tendência de queda e evitar novos surtos de arboviroses.
Mais detalhes sobre o combate nacional ao mosquito Aedes podem ser encontrados no Portal do Ministério da Saúde.
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Com informações de FaxAju
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