Às vésperas do Natal, consumidores que optam por alternativas mais baratas ao peru encontram nas marcas Chester (Perdigão) e Fiesta (Seara) aves bem maiores que o frango tradicional vendido ao longo do ano. O tamanho diferenciado, porém, não é obra do acaso: trata-se de um processo de melhoramento genético que leva cerca de 12 meses.
Como o frango de festa é produzido
Segundo Elsio Figueiredo, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, o trabalho começa na chamada geração de bisavós. Quatro linhagens, identificadas pelas letras A, B, C e D, são escolhidas por características específicas: peito avantajado, melhor conversão de ração, maior postura de ovos, entre outras.
Essas linhas são cruzadas de maneira planejada até originar a combinação ABCD, vendida nas festas de fim de ano. Todo o ciclo é reiniciado anualmente, já que os animais resultantes não são aproveitados para reprodução, apenas para o abate.
Por que apenas machos viram Chester ou Fiesta?
Ao contrário dos perus — em que a fêmea costuma protagonizar a ceia —, só os machos entram no corte natalino das duas marcas. O motivo é simples: eles ganham peso mais rápido e atingem dimensões maiores. As fêmeas são destinadas ao mercado cotidiano, apresentando peso semelhante ao do frango convencional.
Diferença no prato e no bolso
O tamanho avantajado torna Chester e Fiesta alternativas competitivas para famílias que buscam uma ave maior sem precisar pagar o preço de um peru. Mesmo assim, o controle genético garante carne macia e rendimento superior, principalmente na região do peito.
Informações detalhadas sobre técnicas de melhoramento podem ser consultadas no portal da Embrapa, referência nacional em pesquisa agropecuária.
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Com informações de G1
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