A Secretaria Municipal da Educação (Semed) levou ao Ministério Público de Sergipe (MPSE) um conjunto de propostas para fortalecer a educação quilombola na capital. Em reunião conduzida pelo promotor de Justiça Julival Pires Rebouças Neto, diretor da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Copier), representantes da pasta detalharam iniciativas que podem transformar a Escola Municipal em Tempo Integral Costa Melo, no bairro Getúlio Vargas, em referência para ações voltadas ao Quilombo Maloca.
Participaram do encontro a coordenadora da Coordenadoria de Políticas Educacionais para a Diversidade da Semed, Valdeci Santos, a técnica referência em Letramento Racial, Valdinete Paes, a diretora da escola, Tanielly Farias, a presidente da Associação do Quilombo Maloca, professora Rosália Costa, e o coordenador pedagógico da entidade, professor Roberto Amorim.
Projeto conecta currículo escolar e vivência comunitária
Entre as medidas apresentadas está o projeto “A Escola vai ao Quilombo e o Quilombo vai à Escola”. Segundo Valdeci Santos, a proposta segue as diretrizes da Lei nº 10.639/03 e pretende consolidar práticas pedagógicas que estimulem o protagonismo conjunto de docentes e estudantes, reforçando identidade e reconhecimento histórico.
A escolha da Escola Costa Melo como unidade-polo baseia-se em sua localização dentro da territorialidade do Quilombo Maloca. A ideia é que o trabalho desenvolvido na instituição sirva de modelo para toda a rede municipal de Aracaju.
Consenso sobre perfil da escola
Inicialmente, a Associação do Quilombo Maloca sugeriu que a Costa Melo se tornasse uma unidade exclusivamente quilombola. No entanto, diante do número reduzido de alunos quilombolas matriculados, os participantes acordaram que não há demanda imediata para essa mudança. Em vez disso, a Semed se comprometeu a ampliar iniciativas afrocentradas já existentes e a criar novas ações, mantendo a escola à frente desse processo.
Fonte: Jornal do Dia




