Aracaju – O Governo de Sergipe realiza nesta quinta-feira, 4 de abril, o seminário “Proteger e Educar Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital”. O encontro, marcado para as 9h no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE), é organizado em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e integra a divulgação da cartilha “Crianças, Adolescentes e Telas – Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais”.
Voltado a gestores estaduais e municipais, o evento pretende oferecer apoio técnico, inspirar novas iniciativas e fortalecer a rede de proteção a jovens no meio on-line. Entre as metas estão impulsionar o letramento digital na educação básica – de forma transversal ou como disciplina específica – e estimular políticas públicas que garantam navegação segura.
Riscos e necessidade de supervisão
A presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Daiana Santos Vieira Alves, destaca que o debate deve extrapolar o âmbito familiar. “É uma oportunidade de pensar mecanismos eficazes para proteger os jovens na internet”, afirma, lembrando que o direito a uma vida digna, segura e saudável também se estende às redes sociais e aplicativos de mensagens.
Daiana reforça que o objetivo não é proibir dispositivos digitais, mas promover uso adequado. O excesso, alerta, pode afetar o desenvolvimento infantil, além de expor crianças a cyberbullying, conteúdo impróprio, exploração sexual e manipulação de dados.
Ação conjunta
A promotora Verônica Oliveira Lazar, do Ministério Público de Sergipe (MPSE), lembra que o órgão cobra plataformas para remover conteúdos danosos e acompanha investigações de crimes virtuais contra menores. “Queremos fortalecer parcerias entre escolas, conselhos tutelares, secretarias, organizações da sociedade civil, famílias e Ministério Público para uma atuação preventiva”, ressalta.
Papel das plataformas e da educação
Para a professora Tatiana Aneas, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS), redes sociais e aplicativos devem se adaptar às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ela defende, ainda, que o poder público combine responsabilização das plataformas via legislação com ações educativas voltadas a famílias e estudantes.
Iniciativas como a do Governo de Sergipe convergem com recomendações internacionais. O UNICEF destaca que a construção de ambientes digitais seguros depende da integração entre governos, empresas e sociedade.
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O seminário desta quinta-feira encerra-se com a expectativa de fortalecer a cultura de proteção e promover uso consciente da tecnologia entre crianças e adolescentes sergipanos.
Com informações de Governo de Sergipe




