Sergipe — Nesta terça-feira (28), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu o VI Seminário Estadual da Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para reforçar a proteção física e mental dos trabalhadores sergipanos.
- Em resumo: qualificação destacou a urgência de notificar casos de intoxicação exógena ligados ao trabalho.
Intoxicação exógena em foco
Organizado pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e pela Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), o encontro aproximou atenção básica, vigilância epidemiológica e rede hospitalar. Segundo a SES-SE, a integração é essencial para planejar ações preventivas.
O tema central foi a intoxicação exógena, agravo ainda pouco notificado no estado.
“A intoxicação exógena relacionada ao trabalho é um agravo complexo e, muitas vezes, invisibilizado, principalmente porque atinge trabalhadores informais. Precisamos ampliar o olhar sobre essa realidade e fortalecer a notificação, porque sem informação não conseguimos planejar ações efetivas. Quando qualificamos esse processo, conseguimos intervir e melhorar a saúde desses trabalhadores”, afirmou Christiane Hora, gerente de Vigilância em Saúde do Trabalhador da SES.
Profissionais defendem notificação e prevenção
Participantes ressaltaram que informação qualificada evita acidentes e doenças ocupacionais.
“A saúde do trabalhador ainda é pouco discutida, e momentos como esse ajudam a fortalecer esse olhar. A partir dessas informações, conseguimos reconhecer melhor os riscos e pensar em ações mais eficazes, além de levar esse conhecimento para os municípios e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas a esse público”, explicou Thamiris Vitor, enfermeira de Aquidabã.
“Grande parte dos adoecimentos está relacionada à falta de conhecimento e de prevenção. Seminários como esse são fundamentais para prever riscos e orientar tanto trabalhadores quanto empregadores. O uso de equipamentos de proteção e a conscientização sobre segurança são essenciais para evitar acidentes, e isso precisa ser uma responsabilidade compartilhada”, destacou Ronald Donald, engenheiro civil e de Segurança do Trabalho.

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Crédito da imagem: Divulgação / Funesa




