Divulgado na segunda-feira, 25 de maio de 2026, o terceiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) deste ano revelou que sete municípios sergipanos estão em situação de alto risco para proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde (SES), Frei Paulo registrou 10,1% de imóveis com focos do vetor, seguido por Nossa Senhora da Glória (7,0%), Areia Branca (5,6%), Simão Dias (5,2%), Itabaiana (4,9%), Ribeirópolis (4,8%) e Riachão do Dantas (4,7%). Valores acima de 4,0% indicam alerta máximo.
O levantamento classifica como satisfatório o índice inferior a 1,0%; entre 1,0% e 3,9% a situação é de médio risco; e, acima desse patamar, o cenário é considerado crítico. Além das sete cidades em alto risco, 48 apresentaram média infestação, 19 ficaram abaixo de 1,0% e apenas um município não concluiu o estudo.
“O levantamento permite identificar as áreas com maior infestação dentro de cada município, possibilitando que os gestores planejem ações mais direcionadas, tanto no controle do vetor quanto na assistência à população”, explicou a gerente de Endemias da SES, Sidney Sá.
Para técnicos da Vigilância Epidemiológica, o início antecipado das chuvas, combinado a temperaturas elevadas, criou condições ideais para o aumento dos criadouros do Aedes aegypti. O mosquito se aproveita de qualquer recipiente que retenha água limpa parada, como vasos de plantas, calhas, caixas-d’água destampadas, garrafas e pneus.
Autoridades reforçam a importância do trabalho conjunto entre poder público e moradores. Agentes de endemias estão intensificando visitas domiciliares, enquanto carros fumacê circulam nos bairros mais críticos para eliminar o inseto na fase adulta. Mesmo assim, o inseticida é considerado uma medida complementar e não dispensa cuidados diários dentro de casa.
A SES orienta que a população faça inspeções semanais no quintal e dentro de casa, eliminando recipientes que acumulem água, tampando reservatórios, limpando calhas e acondicionando lixo de forma adequada. Também é fundamental permitir a entrada dos agentes de saúde, que utilizam larvicidas em pontos estratégicos.
Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, a recomendação é procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A automedicação é desaconselhada, principalmente com o uso de anti-inflamatórios e medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, pois podem agravar quadros de dengue e aumentar o risco de sangramentos.
Com a chegada do período chuvoso — que, de acordo com a meteorologia, deve se manter intenso até julho — a Pasta da Saúde alerta para a necessidade de redobrar os cuidados e evitar que o índice de infestação avance ainda mais nos próximos levantamentos.
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