O setor de serviços em Sergipe avançou 0,8% em abril e acumula alta de 1,1% no ano. O resultado reforça uma sequência positiva que vem beneficiando trabalhadores e empresas do estado.
O setor de serviços voltou a dar sinais positivos em Sergipe. Análise do Observatório da Indústria do Sistema FIES, baseada na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, apontou que o volume de serviços prestados no estado avançou 0,8% em abril de 2026, na comparação com março, já consideradas as correções sazonais que permitem avaliar períodos diferentes sob a mesma ótica.
O dado consolida uma trajetória de recuperação que se estendeu pelos últimos meses. Na comparação com abril de 2025, o crescimento foi de 1,1%. Quando se observa o indicador acumulado dos últimos doze meses, o ganho chega a 3,2%, indicando expansão mais robusta quando se observa o horizonte anual. Esse desempenho reforçou a percepção de empresários de que a demanda local segue firme, mesmo diante de um cenário macroeconômico ainda repleto de incertezas.
Além do volume físico, a PMS apurou a receita nominal das empresas do setor. Em abril, o faturamento aumentou 1,4% frente a março. No cotejo anual, a elevação foi bem mais expressiva, de 7,7%. Já a variação acumulada em doze meses marcou 7,8%, sinal de que os serviços não apenas prestaram mais horas ou atividades, mas também receberam valores maiores pelos contratos fechados.
A Pesquisa Mensal de Serviços – PMS tem como objetivo produzir indicadores que permitam o acompanhamento da evolução conjuntural do setor de serviços empresariais não-financeiros e de seus principais segmentos.
O levantamento do IBGE engloba ramos como transporte, armazenagem, informação, comunicação, serviços profissionais e administrativos – todos fundamentais para a engrenagem econômica sergipana. Representantes desses segmentos destacaram que a logística melhor estruturada, o avanço do comércio eletrônico e as contratações de curto prazo para eventos culturais têm impulsionado a contratação de mão de obra e novos contratos no estado.
Para o Observatório da Indústria, os números de abril serviram como um termômetro confiável do ambiente de negócios, sobretudo porque refletem tendências de médio prazo captadas pelo acumulado de doze meses. A entidade avaliou que a combinação de inflação mais controlada, menor custo financeiro e programas de estímulo ao consumo contribuiu para manter o ritmo de crescimento, embora alerte que taxas de juros ainda elevadas possam limitar uma expansão mais acelerada nos próximos trimestres.
A divulgação da PMS de maio, esperada para o mês que vem, deve indicar se o setor conseguirá sustentar a trajetória ascendente. Por ora, o resultado de abril foi recebido com otimismo moderado por empresários e gestores públicos, que veem na continuidade do avanço dos serviços um fator decisivo para a geração de empregos e a arrecadação de tributos estaduais.
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