A ministra do Planejamento, Simone Tebet, confirmou nesta quinta-feira (12) que disputará uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante um evento em Mato Grosso do Sul, com transmissão da Band.
Tebet relatou que decidiu concorrer depois de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos favoráveis à candidatura no maior colégio eleitoral do país. Segundo a ministra, a autorização da família também pesou na escolha: “Depois de explicar a situação para a minha mãe, e isso aconteceu ontem, eu decidi cumprir a missão”, afirmou.
Para viabilizar a candidatura, ela terá de transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo até 6 de maio, prazo previsto pela legislação. A titular do Planejamento acrescentou que deixará o cargo até o fim de março para cumprir a exigência legal de desincompatibilização.
Conversas partidárias em curso
De acordo com informações da Jovem Pan, Tebet mantém diálogo com o PSB e avalia uma possível saída do MDB. O presidente nacional emedebista, Baleia Rossi, declarou que, por ora, a ministra continua filiada ao partido, mas não descartou mudanças futuras. Aliados veem na eventual migração partidária um passo para consolidar uma chapa governista forte em São Paulo.
Pressão interna no MDB
Paralelamente, lideranças de 16 diretórios estaduais do MDB entregaram a Baleia Rossi um manifesto defendendo neutralidade na eleição presidencial de 2026 e rejeitando alianças com o PT. O deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC) divulgou vídeo nas redes sociais reiterando que a legenda “não estará com Lula na eleição desse ano”. Também assinam o documento o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Alceu Moreira, e o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Mello.
No anúncio de hoje, Simone Tebet disse que encara a candidatura como parte de um projeto político em meio à polarização nacional: “Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo muito importante para o Brasil”.
Fonte: Jovem Pan
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