Congresso Nacional, Brasília/DF – Uma troca de ofensas em plena sessão da CPMI do INSS sacudiu o plenário na última sexta-feira (27). Ao defender o relator Alfredo Gaspar, a deputada Bia Kicis (PL-DF) chamou a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de “sirigaita”, aumentando a tensão em torno do relatório que pedia o indiciamento de 216 pessoas, inclusive Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha”.
- Em resumo: Insulto público eclipsa relatório rejeitado que mirava 216 suspeitos e agitava bastidores da Previdência.
O insulto que incendiou a sessão
Durante o debate, Soraya e o deputado Lindbergh Farias haviam protocolado notícia-crime contra Alfredo Gaspar, acusando-o de estupro de vulnerável e fraude processual. Bia Kicis reagiu, chamou a ação de “nojenta e abjeta” e partiu para o ataque verbal, classificando Soraya como “sirigaita”. O termo ecoou no salão verde e viralizou nas redes.
Kicis argumentou que a denúncia seria apenas uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção da investigação sobre descontos ilegais em benefícios do INSS — uma posição que ecoa entre aliados do relator. Ao se defender, Gaspar exibiu um vídeo em que a suposta vítima nega qualquer crime, reforçando, segundo ele, a tentativa de “assassinato de reputação”. Informações detalhadas sobre a tramitação da CPMI podem ser consultadas na Câmara dos Deputados.
“As denúncias visam apenas manchar o caráter do relator e envergonham a classe política brasileira”, disparou Bia Kicis.
Relatório rejeitado e acusações cruzadas
Poucas horas após o bate-boca, a CPMI votou e rejeitou, por 19 votos a 12, o relatório de Gaspar que sugeria o indiciamento de figuras centrais do esquema apelidado de “Careca do INSS”. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, recusou-se a apreciar um texto alternativo do governo, encerrando os trabalhos sem relatório final.
No documento descartado, além dos pedidos de indiciamento, constavam propostas de endurecimento da lei: tipificar a abordagem abusiva de idosos para oferta de crédito e abrir ação penal automática quando a vítima tiver mais de 60 anos.
Nos bastidores, aliados do Planalto comemoraram a derrota do relatório, enquanto opositores prometeram levar as conclusões rejeitadas a outras frentes legislativas e judiciais. A tendência é de que o embate político continue envolvendo deputados e senadores, agora fora do espaço formal da CPMI.
Crédito da imagem: Divulgação
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