Aracaju/SE – Na última terça-feira, 24, gestores dos 75 municípios sergipanos se reuniram para o 1º Colegiado da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de 2026. A agenda, conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), acelerou duas frentes decisivas: a expansão do programa TeleNordeste e a desinstitucionalização do atendimento em saúde mental, movimento que pode redefinir o cuidado aos grupos mais vulneráveis.
- Em resumo: Sergipe aposta em teleatendimento e novos serviços humanizados para ampliar o acesso à saúde mental já em 2026.
TeleNordeste promete zerar fila de especialistas
Lançado nacionalmente, o TeleNordeste qualifica equipes da Estratégia Saúde da Família e permite consultas remotas com psiquiatras e psicólogos. Em Sergipe, a referência técnica Rayssa Didou afirmou que o sistema “encurta a espera por atenção especializada”, conectando municípios pequenos a profissionais do interior do estado e de capitais.
A iniciativa segue as diretrizes de saúde digital do Ministério da Saúde, que prevê redução de custos e escalabilidade do serviço.
“Facilitar o acesso é o caminho para um cuidado contínuo e humanizado”, pontuou o secretário estadual de Saúde, Jardel Mitermayer.
Desinstitucionalização amplia alcance a públicos invisíveis
Consultora técnica da pasta federal, Andrea Domanico provocou o debate sobre fechar a porta de manicômios e abrir janelas para serviços comunitários nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A meta é acolher populações LGBTQIAPN+, pessoas em situação de rua e mulheres vítimas de violência, grupos historicamente afastados do sistema.
Segundo a coordenadora estadual de Saúde Mental, Suely Matos, a formação continuada de gestores e a valorização dos profissionais dos Caps devem sustentar a mudança ao longo do ano, garantindo que “o usuário seja tratado perto de casa, sem ruptura de vínculos”.
Para Danilo Góis, que dirige o Caps Vera Lúcia Ferreira da Cruz, em Campo do Brito, a troca de experiências entre municípios “cria ferramentas práticas” para que cada cidade adapte o modelo, mantendo equidade no atendimento.
Crédito da imagem: Divulgação / Felipe Goettenauer
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