Aracaju/SE – Referência estadual para gestantes de alto risco, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) apertou ainda mais o cerco contra falhas e complicações obstétricas ao integrar fluxos de acesso regulados e protocolos internacionais de segurança. O objetivo é simples e urgente: reduzir a zero os eventos adversos durante o parto.
- Em resumo: porta de entrada via Núcleo Interno de Regulação e partograma obrigatório blindam mães e bebês contra imprevistos.
Como funciona o filtro de alto risco
Antes mesmo de chegar à maternidade, cada gestante é avaliada pelo Núcleo Interno de Regulação (NIR). A equipe – formada por obstetras reguladores, enfermeiros e técnicos – recebe um formulário eletrônico com histórico clínico, comorbidades e exames. Se o perfil indicar risco, o leito é garantido; caso contrário, a paciente é matriciada para outra unidade de acordo com critérios técnicos.
O modelo segue as metas de segurança do paciente recomendadas pelo Ministério da Saúde, priorizando identificação correta, comunicação efetiva e uso racional de medicamentos.
“O fluxo foi bem organizado, tudo muito ágil, e eu me senti segura o tempo todo”, relatou a puérpera Indiana Vieira Santos Barbosa, encaminhada após diagnóstico de diabetes gestacional.
Partograma: o radar que acompanha cada contração
Dentro das seis metas internacionais, a cirurgia segura ganha reforço extra com dois documentos: checklist obrigatório e partograma. Este último registra, minuto a minuto, batimentos cardiofetais, dilatação do colo do útero e sinais de alerta – uma visão panorâmica que permite decisões rápidas e baseadas em evidências.
Na última semana, médicos e enfermeiros residentes receberam capacitação específica da ginecologista obstetra Glícia Ramos. Segundo ela, o preenchimento correto “sinaliza possíveis riscos como a presença de líquido meconial e assegura o bem-estar materno e fetal”.
Impacto direto para mães sergipanas
Com o protocolo, a MNSL pretende não só frear complicações, mas também reforçar a confiança das gestantes que chegam de todo o interior, casos como o de Nossa Senhora da Glória, terra de Indiana. A coordenadora do NIR, enfermeira Danielle Hora, destaca que a comunicação digital encurta prazos e evita deslocamentos desnecessários para quem já vive uma gravidez delicada.
Especialistas apontam que estratégias assim podem reduzir em até 30% as taxas de mortalidade materna, meta alinhada ao Atlas da Mortalidade Materna e aos indicadores de 2030 da Organização Mundial da Saúde.
E você, acredita que protocolos rígidos como o partograma devem ser adotados em todas as maternidades brasileiras? Confira outras iniciativas na editoria de Saúde.
Crédito da imagem: Divulgação / SES-SE




