No terceiro dia da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente norte-americano, Donald Trump, informou que o plano militar inicial previa até cinco semanas de ações, mas que a duração pode ser maior. A declaração foi feita na Casa Branca, durante cerimônia de condecoração a veteranos de guerra e homenagem a quatro soldados mortos no confronto.
Trump afirmou que o cronograma elaborado “de quatro a cinco semanas” já foi superado e reiterou que Washington “fará o que for preciso” para impedir o programa nuclear e de mísseis balísticos de Teerã. Segundo a agência humanitária Crescente Vermelho, o número mais recente de vítimas iranianas chega a 555.
Nova frente com o Hezbollah
Entre a noite de domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2), o grupo xiita libanês Hezbollah lançou mísseis e drones contra Israel em resposta à morte do aiatolá Ali Khamanei, ocorrida na ação conjunta de Estados Unidos e Israel. Foi o primeiro ataque desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024. Israel reagiu e atingiu bases do movimento extremista, apesar do acordo vigente.
Mercado de petróleo em alerta
Enquanto o Irã mantinha ofensivas contra países do Golfo Pérsico, o Catar decidiu fechar, de forma preventiva, instalações de petróleo e gás, e a Arábia Saudita suspendeu atividades na sua maior refinaria. O resultado imediato foi a disparada do preço internacional do barril logo no início do pregão desta segunda-feira.
O professor de Direito Internacional da USP, Rogério Nascimento, avalia que eventual bloqueio do Estreito de Ormuz, declarado fechado pela Guarda Revolucionária iraniana, pode elevar ainda mais as cotações. “Alguns especialistas apontam que isso pode chegar a US$ 100. Isso atinge não só o transporte, mas também o frete, o que traz aumento no preço das mercadorias”, disse.
Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã ameaça incendiar qualquer navio que tente cruzar a principal rota marítima para o escoamento de petróleo do Oriente Médio.
Horário da atualização: 3h32 (Brasília, UTC-3).
No cenário local, consumidores e empresas sergipanas acompanham com preocupação a escalada dos preços dos combustíveis, que costuma refletir diretamente no custo do transporte e de produtos no estado.
Fonte: Agência Brasil
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