Washington (EUA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (10) que aplicará uma tarifa adicional de 100% sobre todas as importações chinesas a partir de 1º de novembro de 2025. A medida, publicada na rede Truth Social, marca uma nova fase de tensão entre as duas maiores economias do mundo.
Decisão imediata
Trump afirmou que a sobretaxa pode entrar em vigor antes da data prevista, caso Pequim adote novas restrições comerciais. Horas antes, o republicano já havia criticado a iniciativa chinesa de ampliar o controle sobre a exportação de elementos ligados às terras raras.
Reação às restrições chinesas
Na mensagem, o presidente dos EUA classificou como “posição extraordinariamente agressiva” o anúncio de que a China ampliará, em 1º de novembro de 2025, os controles de venda externa de praticamente todos os seus produtos, incluindo itens que não fabrica. Trump afirmou que a resposta norte-americana inclui, além da tarifa, a imposição de controles de exportação sobre “todo e qualquer software crítico”.
Impacto nos mercados
O anúncio provocou queda de 2% no índice S&P 500 ainda durante o pregão. Investidores recorreram a títulos do Tesouro dos EUA, reduzindo seus rendimentos, e o preço do ouro avançou. O dólar, que vinha em trajetória de baixa perante uma cesta de moedas, oscilou após as declarações.
Encontro com Xi Jinping cancelado
Mais cedo, Trump informou que desistiu de se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, à margem da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para o fim do mês na Coreia do Sul. Segundo o norte-americano, “agora não há motivo algum” para o encontro.
Terras raras em foco
A China produz mais de 90% das terras raras processadas globalmente e, na quinta-feira (9), adicionou cinco novos elementos à lista de exportações controladas, além de endurecer regras para usuários internacionais de semicondutores. Esses minerais são essenciais para a fabricação de dispositivos eletrônicos avançados.
Dados da Organização Mundial do Comércio indicam que medidas restritivas dessa magnitude entre grandes potências podem pressionar cadeias globais de suprimentos e elevar custos ao consumidor.
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Com informações de g1
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