WASHINGTON (11.ago.2025) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (11) uma ordem executiva que estende por 90 dias a suspensão das tarifas impostas a produtos importados da China, informou uma autoridade da Casa Branca.
Trégua venceria na terça-feira
O prazo de isenção terminaria em 12 de agosto. Ao falar com jornalistas mais cedo, Trump afirmou que Pequim “está cooperando” nas negociações comerciais e ressaltou o “bom relacionamento” que mantém com o presidente chinês, Xi Jinping.
Acordo de maio
Em 12 de maio, Washington e Pequim concordaram em reduzir temporariamente as “tarifas recíprocas” por 90 dias. As tarifas norte-americanas caíram de 145% para 30%, enquanto as chinesas sobre produtos dos EUA passaram de 125% para 10%.
Duas semanas depois, Trump acusou a China de violar o pacto em publicação na rede Truth Social, mas manteve as conversas abertas. Em nota, a embaixada chinesa em Washington pediu o fim de “restrições discriminatórias” e a preservação do consenso alcançado em Genebra.
Escalada tarifária
A disputa entre as duas maiores economias do mundo começou em abril, quando os EUA subiram as tarifas sobre produtos chineses em 34 pontos percentuais, somados a outros 20 pontos já vigentes. Pequim retaliou impondo a mesma alta aos bens americanos.

Imagem: g1.globo.com
Trump deu então um prazo para que a China recuasse. Sem acordo, elevou as taxas totais para 125% em 9 de abril. No dia seguinte, a Casa Branca explicou que o aumento resultou em alíquota final de 145% sobre as importações chinesas. A resposta chinesa foi elevar as tarifas sobre produtos dos EUA para 125%.
Apesar da trégua temporária acertada em maio, a manutenção do diálogo levou o governo norte-americano a estender a suspensão das tarifas até novembro.
Com informações de g1.globo.com
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