A postura protecionista adotada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, marcada pela imposição de barreiras ao comércio, abriu espaço para que a União Europeia (UE) se apresentasse como alternativa a parceiros que antes gravitavam em torno dos Estados Unidos.
Na prática, se Washington fecha portas, quem fica do lado de fora precisa procurar novas rotas. É nesse cenário que o bloco europeu realça a intenção de ocupar protagonismo econômico e político.
Novas frentes de livre comércio
Além da negociação em curso com o Mercosul, a UE concluiu recentemente um pacto com a Índia, criando uma zona de livre comércio que atinge cerca de 2 bilhões de pessoas — quase o dobro da população coberta pelo possível entendimento com a América do Sul.
“Estamos enviando um sinal forte ao mundo em um período de fragmentação e conflitos”, afirmou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, durante o anúncio do acordo.
Expansão do alcance global
Hoje o bloco mantém tratados comerciais com 76 países. Entre os próximos passos, figura o pedido de adesão à Parceria Transpacífica, que reúne 12 economias, incluindo Canadá, Austrália, Reino Unido, Peru e Singapura. Paralelamente, Bruxelas negocia entendimentos com Malásia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos, além de revisar os termos comerciais já vigentes com os britânicos.
Segundo autoridades de Bruxelas, diversificar cadeias de suprimentos e facilitar a entrada de insumos no continente são metas centrais. Ao mesmo tempo, a UE pretende reforçar a mensagem de que há espaço para relações internacionais “sem truculência”.
No conjunto, o bloco europeu tenta ampliar influência e demonstrar disposição para liderar uma nova ordem econômica global, especialmente em um contexto no qual os Estados Unidos sinalizam retração na arena comercial.

Para compreender melhor como funcionam os acordos da UE, a Comissão Europeia disponibiliza detalhes sobre cada tratado em seu portal oficial. Confira as informações atualizadas.
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Em resumo, enquanto Washington ergue barreiras, Bruxelas aposta em pontes: uma estratégia que pode redefinir o equilíbrio das relações comerciais nas próximas décadas. Aproveite para seguir nossas atualizações e entender como esses acordos podem impactar o Brasil e o restante do mundo.
Com informações de G1
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