São Paulo (SP) – Os ventos que alcançaram até 98 km/h na região Sudeste na quarta-feira (10) continuam afetando o transporte aéreo nesta quinta-feira (11). Entre a tarde de ontem e a manhã de hoje, Guarulhos e Congonhas registraram 344 cancelamentos de voos, sendo 100 apenas nas primeiras horas desta quinta.
Aeroportos impactados
Rio de Janeiro (RJ) – Galeão e Santos Dumont operam com atrasos e cancelamentos devido ao efeito cascata provocado pela instabilidade em São Paulo.
Goiânia (GO) – O Santa Genoveva contabiliza 16 cancelamentos (oito partidas e oito chegadas) de operações da Latam, Gol e Azul com origem ou destino nos terminais paulistas.
Campo Grande (MS) – Dois voos foram cancelados e pelo menos um opera com atraso no Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran.
Curitiba (PR) – No Afonso Pena, sete partidas para São Paulo e Porto Alegre foram canceladas; outros dois voos apresentaram atraso pela manhã.
Vitória (ES) – Doze voos deixaram de operar nas últimas 24 h. Só hoje, quatro cancelamentos e dois atrasos foram confirmados.
Natal (RN) – Quatorze voos registram atraso, sendo seis da Latam, seis da Gol e dois da Azul, de acordo com a administradora do terminal.
São José do Rio Preto (SP) – Dois voos para a capital paulista foram cancelados, obrigando passageiros a recorrer ao transporte rodoviário.
Distrito Federal (DF) – O aeroporto de Brasília informou 37 cancelamentos e 12 atrasos até as 18h desta quinta. Na quarta-feira, 21 voos já haviam sido suspensos.
Maceió (AL) – Três decolagens de São Paulo para Alagoas e três do sentido inverso foram canceladas durante a madrugada.
Salvador (BA) – Quatorze voos foram impactados; a concessionária orienta os passageiros a confirmarem horários diretamente com as companhias.
Recife (PE) – Duas partidas, para Guarulhos e Campinas, não decolaram nesta quinta. Ontem, seis voos também foram cancelados.
Porto Alegre (RS) – O Salgado Filho registrou 15 cancelamentos (oito partidas e sete chegadas), ocasionando longas filas no check-in.
De acordo com a Defesa Civil, o fenômeno foi provocado por um ciclone extratropical que se formou no Sul do país e avançou para a Região Sudeste.
Orientação ao passageiro – As companhias aéreas recomendam que os clientes verifiquem o status dos voos antes de se dirigir aos aeroportos e, quando necessário, solicitem realocação ou reembolso conforme as políticas de cada empresa.
As previsões meteorológicas indicam que a velocidade dos ventos deve diminuir ao longo do dia, mas a malha aérea pode levar mais tempo para se normalizar.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), rajadas acima de 90 km/h são classificadas como ventos muito fortes e podem comprometer operações aeroportuárias.
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Com informações de G1
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