O vereador Fábio Meireles levou ao plenário o relato de uma família que diz não receber com regularidade sondas essenciais para a neta, Maria Eduarda. A menina pode precisar de até 15 sondas por dia; a avó denunciou falta no posto.
A discussão sobre o fornecimento de materiais médicos na capital ganhou destaque na sessão mais recente da Câmara Municipal de Aracaju. O vereador Fábio Meireles (PDT) relatou, na tribuna, a situação enfrentada por uma família que afirma não estar recebendo com regularidade as sondas indispensáveis ao tratamento diário da neta, Maria Eduarda. Segundo o relato levado ao plenário, a criança precisa do equipamento para aspirar secreções e, em alguns dias, pode utilizar até 15 unidades.
De acordo com o parlamentar, a avó da menina procurou o gabinete para denunciar a escassez do insumo no posto responsável pelo acompanhamento da paciente. A família sustenta que o valor unitário do item é considerado baixo, mas a ausência de fornecimento representa risco para a saúde da criança. O caso foi levado ao Plenário em tom de urgência, com a cobrança de providências imediatas por parte da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
“Duda precisa muito da sua gestão, prefeita Emília Corrêa”, disse o vereador, ao reforçar o apelo para que o material chegue sem interrupções ao domicílio da paciente.
Durante o pronunciamento, Meireles argumentou que a Câmara deve acompanhar de perto situações em que pacientes da rede pública ficam vulneráveis. Para ele, o Poder Legislativo tem a responsabilidade de fiscalizar a execução das políticas de saúde municipal e atuar quando surgirem falhas no atendimento básico.
Outro ponto destacado foi o baixo custo apontado para cada sonda. Conforme o relato apresentado pela família, mesmo com o orçamento apertado das unidades de saúde, a despesa não justificaria a demora na entrega. O vereador solicitou que a SMS esclareça publicamente o motivo da irregularidade e apresente um plano para normalizar a distribuição do insumo.
O caso mobilizou colegas de plenário, que se mostraram solidários à demanda. Parlamentares afirmaram que acompanharão as respostas da Pasta, esperando um retorno formal nas próximas sessões. Embora nenhum prazo oficial tenha sido divulgado, a expectativa é de que a secretaria informe, em breve, se houve falha no processo de aquisição ou logística e quais medidas serão adotadas para evitar a repetição do problema.
Até o momento, a Secretaria Municipal da Saúde não se pronunciou sobre o assunto na Câmara. A família aguarda uma solução que garanta a continuidade do tratamento de Maria Eduarda, enquanto os vereadores prometem manter a pressão para que o fornecimento das sondas seja restabelecido “o quanto antes”, como frisou Meireles ao encerrar sua fala.
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