O presidente do Estudiantes de La Plata, Juan Sebastián Verón, fez um alerta sobre a saúde financeira dos clubes da Argentina. Em entrevista à Bloomberg Línea, publicada nesta quarta-feira (12/11/2025), o ex-meio-campista declarou que o modelo atual “chegou ao limite” e que as equipes não conseguem mais competir em alto nível sem aporte de capital privado.
Endividamento crescente
Verón apontou que a maioria dos clubes opera no vermelho, recorrendo à venda constante de atletas para equilibrar as contas. “Você monta um time e já está endividado; trabalha o ano todo para ver o que pode vender, quita parte das dívidas e volta a se endividar”, disse.
Resistência a clubes-empresa
Enquanto o Brasil avança com as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), a Federação de Futebol da Argentina (AFA) proíbe a criação de clubes-empresa. Verón — defensor das SADs — afirma que essa restrição limita a captação de recursos externos.
Exemplo do San Lorenzo
O dirigente citou o San Lorenzo, que corre risco de falência, como símbolo da crise. Segundo ele, “o que está acontecendo com o San Lorenzo não pode se repetir em 2025”. Para o ex-jogador, é preciso criar um modelo “específico para o futebol argentino” que permita financiamento privado, ainda que não seja tão rígido quanto o formato societário brasileiro.
Verón concluiu que, sem mudanças estruturais e abertura a novos investidores, os clubes “não terão fôlego” para competir com rivais de mercados mais fortes, como o brasileiro.
Dados do Ministério do Turismo e Esporte da Argentina mostram que a receita dos clubes caiu nos últimos anos, reforçando o cenário apontado pelo presidente do Estudiantes.
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Com informações de Futebol Interior
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