O engenheiro civil sergipano Luciano Barreto, com mais de 57 anos dedicados à construção civil, faz um alerta sobre a redução do número de engenheiros e de mão de obra qualificada no país. Segundo ele, a baixa procura dos jovens pela carreira ameaça a execução de programas estratégicos, como o Novo PAC, a expansão do saneamento básico e a diminuição do déficit habitacional.
Preocupação com o futuro das obras
Barreto observa que, além da falta de engenheiros para planejar, cresce a dificuldade em encontrar mestres-de-obras, técnicos em edificações, pedreiros, armadores e carpinteiros experientes. Sem esses profissionais, projetos podem atrasar, ter custos elevados ou apresentar falhas de execução.
Razões para a evasão
De acordo com o empresário, a Engenharia perdeu espaço para áreas como mercado financeiro, startups de tecnologia e marketing digital. A profissão exige “paciência, rigor técnico e muito trabalho de campo”, fatores que, na visão dele, reduziram o interesse dos estudantes.
Três caminhos propostos
Para enfrentar o problema, Barreto defende:
- Valorização da carreira: ações conjuntas de empresas, universidades e governo para reforçar a importância da Engenharia e oferecer planos de carreira estáveis.
- Investimento em educação técnica: expansão de escolas profissionalizantes nos moldes do Senai e do Senac, para formar técnicos e mestres de obra de excelência.
- Estabilidade para o setor da construção: planejamento público de longo prazo que assegure carteira contínua de projetos, permitindo investimento permanente na qualificação de equipes.
Barreto conclui seu apelo lembrando que sua geração ergueu o país “com régua T, prancheta e muito suor” e questiona quem vai construir o Brasil de amanhã caso a formação de novos profissionais não seja priorizada.
Dados divulgados pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) indicam que o número de inscritos em cursos de Engenharia vem caindo desde 2016, corroborando a preocupação do engenheiro sergipano.
Para acompanhar outras discussões sobre infraestrutura e políticas públicas, acesse a seção de Política do Sé Por Dentro.
Resumo: Luciano Barreto vê risco imediato à infraestrutura brasileira diante da queda no número de engenheiros e profissionais qualificados. Ele sugere valorização da carreira, investimento em educação técnica e estabilidade ao setor da construção. Continue acompanhando nossas publicações e compartilhe esta notícia para ampliar o debate.
Com informações de FaxAju
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