BRASIL — Na véspera do feriado do Dia do Trabalhador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez cadeia nacional de rádio e TV e, mais cedo, reclamou da baixa adesão ao ato das centrais sindicais em São Paulo.
Em resumo: Lula cobrou mobilização, anunciou o Desenrola 2.0 e enviou ao Congresso PL que extingue a escala 6×1.
Cobrança por público no Corinthians Itaquera
Durante a celebração de 1º de Maio no estacionamento da Neo Química Arena, em Itaquera, o chefe do Executivo demonstrou incômodo com o esvaziamento do evento.
“Ele (Márcio Macedo) é responsável pelo movimento social brasileiro. Não pense que vai ficar assim. Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e eu disse para ele: ‘Oh Márcio, o ato está mal convocado. O ato está mal convocado. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar’”, afirmou Lula, presidente da República.
Anúncio do Desenrola 2.0
No pronunciamento oficial, Lula disse que a nova fase do programa de renegociação de dívidas será lançada na próxima segunda-feira (4), com juros de 1,99% e descontos de 30% a 90%. Ele informou que será possível usar até 20% do saldo do FGTS na operação e que quem aderir ficará bloqueado por um ano em plataformas de apostas on-line.
“Nós encontramos o Brasil e os brasileiros endividados. A dívida das famílias cresceu por anos e está sufocando uma parte da sociedade brasileira”, declarou.
“Não foi o nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite na destruição que elas vêm causando”, acrescentou.
Fim da escala 6×1 e outros pontos da fala
Lula informou ter enviado ao Congresso Nacional projeto de lei que reduz a jornada para até 40 horas semanais, sem corte salarial. O texto agora aguarda análise na Câmara dos Deputados.
“Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, afirmou o presidente.
“O Brasil não é quintal de ninguém”, completou.
Acompanhe mais sobre política nacional na editoria de Política.