O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na noite de terça-feira, 12 de agosto, em Brasília. Durante o encontro, Lula afirmou que a perda de força do presidente da Câmara “não interessa ao governo”, segundo relatos de integrantes do Palácio do Planalto.
Motta preside a Câmara dos Deputados desde maio e enfrentou atrito recente com o Executivo depois de o plenário derrubar o decreto que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida foi parcialmente restituída pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que, na avaliação do Planalto, representou vitória política para o governo.
Prioridades legislativas
Além de discutir a relação entre os Poderes, Lula solicitou prioridade para dois temas na pauta da Câmara no segundo semestre:
- ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5.000;
- medida provisória que estende a tarifa social de energia, garantindo gratuidade a famílias inscritas no CadÚnico que consumem até 80 kWh mensais.
Auxílio a exportadores
A reunião também marcou a apresentação do pacote de apoio a empresas afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. A medida provisória que cria esse auxílio precisa do aval da Câmara e do Senado em até 120 dias para continuar em vigor.
No mesmo dia, Lula almoçou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dando sequência à estratégia de reaproximação com os chefes do Legislativo.
Segundo Motta, que foi eleito com votos de bancadas da esquerda à direita, sua função exige “negociar e atender a todos”, postura que, de acordo com ele, explica a votação que derrubou o aumento do IOF.
O diálogo de terça-feira encerrou-se com o compromisso de manter canais abertos entre Planalto e Câmara para evitar novos choques e acelerar a tramitação das prioridades econômicas do governo.

Imagem: WILTON JUNIOR via g1.globo.com
Relatório do Ministério da Fazenda indica que a ampliação da isenção do Imposto de Renda pode beneficiar mais de 15 milhões de contribuintes.
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Com informações de G1
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