A Azul Linhas Aéreas pretende devolver até 30 aviões que hoje estão fora de operação, mas garante que a medida não comprometerá a capacidade de atendimento aos passageiros. O corte faz parte do processo de reestruturação financeira conduzido nos Estados Unidos, sob o Capítulo 11 da Lei de Falências, e foi detalhado pelo presidente-executivo John Rodgerson.
Medida mira economia de custos
Segundo Rodgerson, muitas das aeronaves a serem devolvidas estavam paradas, gerando despesas de aluguel sem produzir receita. A liberação desses contratos “vai deixar a Azul mais leve”, declarou o executivo. A companhia encerrou o segundo trimestre de 2025 com crescimento de 18 % na receita em comparação com igual período de 2024.
Frota e rotas
Hoje a Azul opera 180 aviões. Após a reestruturação, a expectativa é manter cerca de 160, considerando a saída dos modelos inativos e a chegada de novos equipamentos. A empresa encerrou voos em 14 cidades brasileiras que representavam apenas 0,3 % da receita líquida:
- Crateús (CE)
- São Benedito (CE)
- Sobral (CE)
- Iguatú (CE)
- Campos dos Goytacazes (RJ)
- Correia Pinto (SC)
- Jaguaruna (SC)
- Mossoró (RN)
- São Raimundo Nonato (PI)
- Parnaíba (PI)
- Rio Verde (GO)
- Barreirinhas (MA)
- Três Lagoas (MS)
- Ponta Grossa (PR)
Com a malha ajustada, a Azul concentrará operações em hubs como Campinas (SP), Confins (MG), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Nos voos internacionais, a oferta de assentos entre Brasil e Estados Unidos aumentou 52 % de janeiro a julho, na comparação anual, passando de 183.841 para 279.545 lugares. O número de voos subiu de 736 para 1.114 no mesmo intervalo.
Capítulo 11 e cronograma
Na sétima audiência do processo, realizada em agosto, a companhia informou que apresentará o plano completo de reestruturação em setembro e espera concluir a recuperação judicial até dezembro. O procedimento prevê financiamento de US$ 1,6 bilhão, parte destinado a reduzir dívidas assumidas em 2020 e 2021.
Até o momento, 12 aeronaves já foram devolvidas aos arrendadores, e não houve contestação significativa de credores ou da Justiça norte-americana, de acordo com o vice-presidente institucional Fábio Campos. “Estamos dentro do cronograma”, afirmou.
Rodgerson enfatizou que, após a quitação de obrigações e retirada dos contratos de leasing ociosos, a Azul pretende retomar um ritmo de crescimento “mais modesto”, porém sustentado por uma estrutura de custos menor.

Imagem: g1.globo.com
Para saber mais sobre como funciona o Capítulo 11 da legislação norte-americana, o Poder Judiciário dos Estados Unidos oferece explicações detalhadas.
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Em resumo, a Azul aposta na devolução de aeronaves inativas, foco em rotas rentáveis e financiamento externo para sair do processo de recuperação até o fim do ano. Continue acompanhando nossas publicações para mais novidades sobre aviação e negócios.
Com informações de g1
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