Washington (26.dez.2025) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos repudiou, nesta sexta-feira (26), as sanções impostas pela China a 10 cidadãos e 20 empresas norte-americanas do setor de Defesa. Em nota, o governo de Donald Trump solicitou que Pequim cesse a pressão militar, diplomática e econômica sobre Taiwan e retome o diálogo.
As penalidades anunciadas pelo Ministério das Relações Exteriores chinês congelam quaisquer ativos das companhias no país e proíbem entidades domésticas de realizar negócios com elas. A medida veio na sequência da aprovação, há uma semana, da venda de US$ 11,1 bilhões em armamentos norte-americanos a Taipé, incluindo sistemas de foguetes Himars, obuseiros, mísseis antitanque Javelin, drones Altius e componentes para equipamentos já operacionais.
Reação de Pequim
Ao divulgar as sanções, o governo chinês classificou a negociação como uma ameaça à sua soberania, reiterando que adotará “ações enérgicas” para preservar a integridade territorial. Pequim também exigiu que Washington interrompa imediatamente o fornecimento de armas e cumpra o compromisso de não apoiar movimentos pró-independência da ilha.
Manobras militares
No início de dezembro, mais de 10 navios de guerra chineses foram avistados nas proximidades de Taiwan, segundo fontes de segurança locais. A Guarda Costeira chinesa também participou das manobras, descritas por Pequim como um “aviso” aos separatistas. Os Estados Unidos classificaram a operação como “agressiva” e reforçaram o monitoramento da região.
Contexto do conflito
A disputa entre China e Taiwan remonta a 1949, quando a vitória comunista na guerra civil levou o Kuomintang a estabelecer um governo na ilha. Pequim considera Taiwan uma província rebelde, enquanto Taipé mantém Constituição própria e forças armadas. A maioria dos países, porém, não reconhece Taiwan como Estado soberano.
O Departamento de Estado reiterou que “as atividades militares e a retórica hostil da China apenas ampliam as tensões”, acrescentando que o compromisso norte-americano com parceiros e aliados na região, “incluindo Taiwan”, permanece inalterado.
Matéria finalizada
Informações detalhadas sobre a política de vendas militares norte-americanas podem ser encontradas no site oficial do Departamento de Estado dos EUA.
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Com informações de G1
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