Aracaju (SE) – O Governo de Sergipe apresentou, na segunda-feira, 25, o programa Sergipe Sem Fome, iniciativa que reúne e amplia políticas públicas voltadas à segurança alimentar no estado.
Entre 2022 e 2023, ações como Prato do Povo, Restaurante Popular Padre Pedro, Cartão Mais Inclusão (CMais) e Mão Amiga contribuíram para reduzir a taxa de insegurança alimentar grave de 30% para 5,5% e, ao mesmo tempo, viabilizaram a distribuição de mais de 2,7 milhões de refeições.
Estrutura integrada
De acordo com a secretária de Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, o novo programa consolida essas iniciativas sob uma política unificada, ancorada na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional. “Trabalhamos com quatro pilares: participação popular, transferência de renda, fortalecimento da agricultura familiar e inclusão social”, detalhou.
A presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consean/SE), Carivalda Ribeiro, reforçou que o governo “vai até a fonte do problema, ouvindo cada localidade”, o que, segundo ela, melhora a qualidade de vida e reduz a pressão sobre a rede de saúde.
Leis sancionadas
Durante a solenidade, foram oficializadas leis que sustentam o Sergipe Sem Fome, entre elas:
- Criação do Mão Amiga – Extrativismo da Mangaba;
- Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes);
- Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA).
Também houve assinatura de termos de compromisso das Secretarias de Estado da Saúde e da Justiça e Defesa do Consumidor com o Pecafes, além do contrato simbólico para a construção de um banco de alimentos.
Adesão municipal e impacto na produção rural
Os 75 municípios sergipanos aderiram ao Pacto pela Segurança Alimentar, fortalecendo o esforço coletivo contra a fome. Coordenador do PEAA, Luiz Campos informou que, em 2023, o programa adquiriu mais de duas mil toneladas de alimentos da agricultura familiar para doação a entidades socioassistenciais.
A prefeita de Gararu, Zete de Janjão, destacou que a Assistência Social estadual tem chegado às comunidades mais distantes, “levando não apenas políticas públicas, mas o bem comum”.

Imagem: Internet
Para a coordenadora do Observatório de Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade Federal de Sergipe, Sílvia Voci, a articulação entre acesso ao alimento, geração de renda e participação da sociedade civil é decisiva para reverter cenários de vulnerabilidade.
Segundo dados do IBGE, a segurança alimentar é um dos indicadores sociais que mais impactam a saúde pública e o desenvolvimento regional.
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O “Sergipe Sem Fome” consolida políticas já existentes, amplia a participação municipal e fortalece a agricultura familiar, reafirmando o compromisso do estado no combate à insegurança alimentar. Continue acompanhando nossas publicações para outras atualizações sobre políticas sociais.
Com informações de Governo de Sergipe
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