Washington, 25 ago. 2025 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (25) que adotará uma tarifa de “200% ou algo semelhante” sobre produtos chineses caso Pequim não restabeleça o envio de ímãs ao mercado norte-americano.
Disputa sobre terras raras
A ameaça surge após a China incluir, em abril, diversos itens de terras raras – entre eles ímãs de neodímio e samário – na lista de restrições de exportação. A medida foi tomada em resposta ao aumento de tarifas promovido pelos EUA.
As terras raras englobam 17 elementos químicos fundamentais na fabricação de smartphones, veículos elétricos e equipamentos de alta tecnologia. As maiores reservas conhecidas estão concentradas na China e no Brasil. Ímãs formados por essas ligas podem ganhar estabilidade térmica com a adição de disprósio, tornando-se vitais para aplicações industriais avançadas.
Trégua tarifária em curso
No início de agosto, o Ministério do Comércio chinês prorrogou, por 90 dias, a suspensão de tarifas adicionais sobre produtos norte-americanos. Durante o período, a alíquota aplicada por Pequim permanece em 10%.
A prorrogação estende o acordo firmado em 12 de maio, quando Washington e Pequim concordaram em reduzir temporariamente as tarifas recíprocas. Os EUA reduziram as taxas sobre importações chinesas de 145% para 30%, enquanto a China diminuiu as tarifas sobre mercadorias norte-americanas de 125% para 10%. Duas semanas depois, Trump acusou Pequim de violar o pacto.
Impacto econômico projetado
Análises do Congressional Budget Office (CBO) apontam que o pacote tarifário norte-americano pode reduzir o déficit federal em US$ 4 trilhões até 2035. O órgão adverte, no entanto, que o custo deve aparecer na forma de menor investimento, queda da produtividade e alta de preços para famílias e empresas.
Segundo o CBO, a tarifa efetiva sobre produtos estrangeiros que entram nos EUA está hoje 18 pontos percentuais acima do nível observado em 2024.
A Casa Branca não detalhou quando a nova tarifa de 200% entraria em vigor, caso a exportação de ímãs continue limitada. Até o momento, o governo chinês não emitiu resposta pública à declaração de Trump.
Imagem: Internet
Com a possibilidade de medidas mais severas, analistas preveem novos capítulos na disputa comercial entre as duas maiores economias do planeta.
Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalham a participação da China em mais de 70% da produção global de terras raras, reforçando a dependência de cadeias produtivas internacionais.
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Com informações de g1




