Atlanta (EUA) – Agentes federais do Immigration and Customs Enforcement (ICE) prenderam 475 trabalhadores estrangeiros durante uma operação na noite de quinta-feira (4) em uma fábrica de baterias da Hyundai, localizada em Ellabell, no estado da Geórgia.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), os detidos possuíam vistos temporários destinados a turismo ou viagens de negócios e, portanto, não estavam autorizados a exercer atividade remunerada no país. A ação foi executada com mandados de busca emitidos pela Justiça norte-americana, que também investiga supostos crimes federais relacionados a práticas ilegais de emprego.
Em comunicado, o porta-voz do DHS declarou que a operação tem o objetivo de “proteger empregos para os georgianos, garantir condições iguais de concorrência entre empresas que cumprem a lei e resguardar trabalhadores contra exploração”.
Agitação no local
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram agentes da Homeland Security Investigations (HSI) ordenando a paralisação imediata das atividades no canteiro de obras. O Departamento de Justiça informou que alguns trabalhadores tentaram fugir, sendo necessário resgatá-los de um lago de esgoto nas proximidades.
Repercussão política
A Casa Branca reforçou que continuará aplicando as leis migratórias. “Todos os trabalhadores estrangeiros devem entrar nos Estados Unidos legalmente e com a devida autorização de trabalho”, afirmou a porta-voz Abigail Jackson.
O Partido Democrata da Geórgia criticou a operação, classificando-a como “tática de intimidação politicamente motivada” contra pessoas que impulsionam a economia local.
Impacto nas relações com a Coreia do Sul
O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano manifestou preocupação, alegando que “atividades econômicas de empresas que investem nos EUA não devem ser indevidamente violadas”. O porta-voz Lee Jaewoong disse que “um grande número” de cidadãos coreanos está entre os detidos, embora não tenha informado quantos.
Steven Schrank, agente especial responsável pela investigação, afirmou que a maioria dos 475 presos é de origem sul-coreana. Ainda segundo autoridades, os trabalhadores pertenciam a subcontratadas que prestam serviços a diferentes empresas no local.
A montadora Hyundai informou que nenhum dos detidos é funcionário direto da companhia e que está cooperando com as autoridades. A LG Energy Solutions, parceira no projeto da fábrica, também declarou apoio às investigações.
As prisões ocorrem em meio a negociações comerciais entre Washington e Seul, que incluem um pacote de investimentos de US$ 350 bilhões, dos quais US$ 26 bilhões seriam da Hyundai Motor.
Com informações de G1
Para entender o funcionamento do Immigration and Customs Enforcement, o Departamento de Segurança Interna dos EUA disponibiliza dados e relatórios sobre suas operações.
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Este foi um resumo sobre a maior ação de fiscalização em um único local já realizada pelo DHS. Continue navegando no Se Pôr Dentro para mais notícias atualizadas e análises de relevância global.
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