Quem: think tank de energia Ember.
O quê: fontes renováveis superaram o carvão na geração de eletricidade.
Quando: primeiro semestre de 2025.
Onde: cenário global.
Como: crescimento acelerado de solar e eólica atendeu a toda a demanda adicional de energia.
Por quê: queda de custos, expansão de capacidade e políticas de transição energética.
Ponto de virada histórico
Pela primeira vez em mais de meio século, a eletricidade gerada por fontes renováveis – principalmente solar e eólica – superou a produção a carvão no mundo no primeiro semestre de 2025, aponta levantamento do Ember. O avanço das renováveis cobriu 100% do aumento de demanda global, permitindo leve retração no uso de carvão e gás.
China puxa a fila da expansão limpa
Responsável por instalar mais capacidade solar e eólica do que o restante do planeta somado, a China reduziu em 2% a geração a partir de combustíveis fósseis. A Índia também ampliou parques solares e eólicos, o que compensou crescimento mais moderado do consumo interno.
Países ricos recorrem a fósseis
Em sentido oposto, Estados Unidos e União Europeia viram a demanda subir acima da oferta renovável. Nos EUA, o hiato foi preenchido por carvão e gás; na UE, meses de baixa geração eólica e hidrelétrica impulsionaram o retorno parcial aos combustíveis fósseis.
Solar domina a expansão
A energia solar respondeu por 83% do aumento da eletricidade mundial. Os custos dos painéis caíram 99,9% desde 1975, tornando possível a criação de grandes mercados em poucos meses — cenário verificado no Paquistão, que importou 17 GW em painéis apenas em 2024.
África acelera instalações
Importações africanas de módulos solares cresceram 60% até junho. A África do Sul liderou o ritmo, enquanto a Nigéria assumiu a vice-liderança com 1,7 GW, suficiente para abastecer cerca de 1,8 milhão de residências na Europa. Argélia, Zâmbia e Botsuana registraram expansões percentuais ainda maiores.
Desafios regionais
No Afeganistão, bombas d’água movidas a energia solar reduziram o nível do lençol freático, ameaçando reservas subterrâneas em até dez anos. Já países situados na “faixa eólica”, como o Reino Unido, lidam com custos mais altos de turbinas e com a necessidade de fontes de backup durante períodos prolongados de calmaria.
Indústria chinesa mantém supremacia
Em agosto de 2025, as exportações chinesas de tecnologias limpas atingiram US$ 20 bilhões. Veículos elétricos e baterias representaram as maiores fatias, somando o dobro das vendas externas de painéis solares.
Segundo analistas do Ember, o resultado marca o início de uma fase em que o crescimento de fontes limpas é capaz de acompanhar, e eventualmente superar, a evolução do consumo global de eletricidade.
Dados detalhados sobre oferta e demanda de energia elétrica mundial podem ser consultados na Agência Internacional de Energia.
Para acompanhar outras coberturas sobre transição energética e mudanças climáticas, visite a seção Internacional do nosso site.
Resumo: Energias solar e eólica cresceram a ponto de superar o carvão na matriz elétrica mundial pela primeira vez, movimentando investimentos, derrubando custos e impondo novos desafios regionais. Continue conosco e fique por dentro das próximas etapas da transição energética global.
Com informações de g1
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