O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) começou a notificar 177,4 mil famílias para devolver R$ 478,8 milhões pagos de forma indevida durante o Auxílio Emergencial, benefício criado na pandemia de Covid-19.
Quem deve restituir
Precisam quitar os valores os beneficiários que apresentaram inconsistências nos critérios de elegibilidade, como:
- vínculo formal de trabalho;
- recebimento de benefício previdenciário;
- renda familiar acima do limite permitido;
- outras situações que configuram pagamento indevido.
Famílias isentas da cobrança
Estão fora da devolução:
- beneficiários do Bolsa Família;
- inscritos no Cadastro Único;
- quem recebeu menos de R$ 1,8 mil;
- famílias com renda per capita de até dois salários mínimos;
- ou renda mensal total de até três salários mínimos.
Como pagar
O ressarcimento é feito no sistema Vejae, por meio do PagTesouro, com opções de PIX, cartão de crédito ou boleto bancário (GRU). O prazo para pagamento é de 60 dias a partir da notificação, com possibilidade de parcelamento em até 60 vezes, sem juros nem multa, e parcela mínima de R$ 50.
O sistema permite apresentação de recurso caso o cidadão discorde da cobrança.
Consequências do não pagamento
Quem não quitar a dívida poderá ser inscrito na Dívida Ativa da União e no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados), além de ficar sujeito à negativação em órgãos de proteção ao crédito.
Estados com mais notificações
São Paulo lidera o ranking com 55,2 mil famílias notificadas, seguido por Minas Gerais (21,1 mil), Rio de Janeiro (13,2 mil) e Paraná (13,2 mil).
As notificações começaram a ser enviadas em março, priorizando casos de maior valor ou maior capacidade de pagamento, conforme o Decreto nº 10.990/2022.
Com informações de g1.globo.com
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a verificação da situação deve ser feita diretamente na plataforma para evitar sanções futuras.
Para acompanhar outras medidas que impactam programas sociais, acesse a seção de Política do Sé Por Dentro.
Fique atento aos prazos e, caso tenha sido notificado, regularize sua situação o quanto antes para evitar restrições. Compartilhe a informação com quem possa ser afetado!
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