No terceiro trimestre de 2024, aproximadamente 1,7 milhão de brasileiros obtiveram sua principal fonte de renda por meio de plataformas digitais, revela levantamento experimental da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Aplicativos de transporte concentram a maioria
Entre as quatro categorias analisadas, os aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo táxi) lideram, reunindo 878 mil pessoas (53,1%). Na sequência aparecem:
• aplicativos de entrega de comida e produtos – 485 mil (29,3%);
• plataformas de serviços gerais ou profissionais – 294 mil (17,8%);
• aplicativos voltados para taxistas – 228 mil (13,8%).
Somados transporte particular e táxi, o total chega a 964 mil trabalhadores, ou 58,3% de todos os que atuam via app no país.
Perfil dos profissionais
Homens representam 83,9% dos trabalhadores plataformizados, enquanto mulheres respondem por 16,1%. Quase metade (47,3%) tem entre 25 e 39 anos e 59,3% concluíram o ensino médio ou possuem superior incompleto. Em relação à cor ou raça, 45,1% se declaram brancos, 41,1% pardos e 12,7% pretos.
Rendimento e jornada
A renda média mensal em 2024 foi de R$ 2.996, 4,2% acima dos demais ocupados do setor privado (R$ 2.875). Por hora trabalhada, contudo, o valor ficou em R$ 15,40 – 8,3% inferior ao dos que não utilizam aplicativos (R$ 16,80). A jornada média semanal chegou a 44,8 horas, 5,5 horas a mais que a dos demais trabalhadores.
Informalidade e contribuição previdenciária
O estudo mostra que 71,1% dos trabalhadores por aplicativo estão na informalidade, quase o dobro dos não plataformizados (43,8%). Apenas 35,9% contribuem para a Previdência Social. No Norte, esse índice cai para 15,4%, enquanto no Sul ultrapassa 51%.
Condições de trabalho
A maioria dos profissionais tem baixa autonomia sobre o serviço prestado. O valor recebido é definido pela plataforma para 91,2% dos motoristas de transporte particular e para 81,3% dos entregadores. Também são comuns a definição de clientes atendidos e a forma de pagamento.
Distribuição regional
O Sudeste concentra 888 mil trabalhadores por plataformas digitais, equivalentes a 53,7% do total nacional. Entre 2022 e 2024, o número de profissionais cresceu 58,8% no Centro-Oeste e 56% no Norte.
Para compreender como essas plataformas afetam o mercado de trabalho, a pesquisa considerou pessoas ocupadas com 14 anos ou mais, excluindo empregados do setor público e militares, e analisou apenas a atividade que gera a principal renda.
Dados detalhados e a metodologia completa podem ser consultados no portal do IBGE.
Se você deseja saber como a expansão desse modelo de trabalho impacta a economia local, acesse a editoria Sergipe em nosso site e confira outras reportagens.
O crescimento do trabalho via aplicativos mostra uma mudança significativa na dinâmica do mercado brasileiro, marcada por maior flexibilidade, mas também por desafios em renda, jornada e proteção social. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe esta notícia.
Com informações de g1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








